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Estamos organizando
um movimento global para
resolver a crise climática.por quê??

As nossas campanhas online, organização de bases, e ações públicas de massas são conduzidas de baixo para cima por milhares de organizadores voluntários em mais de 188 países.

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  1. A crise climática é o maior problema que o mundo enfrenta hoje. Mudanças climáticas descontroladas significam mais desastres naturais, mais surtos de doenças, mais escassez de alimentos, mais aumento do nível dos mares, mais refugiados ambientais.
  2. Precisamos fazer mudanças de grande escala. A crise climática é tão grande que não podemos resolvê-la sozinhos com pequenas ações pessoais. Precisamos pensar grande e ousado.
  3. Mudanças de grande escala significam mudar as políticas. Precisamos de leis que redefinam a forma como o mundo produz e consome energia, para que a energia limpa seja barata e a energia poluente seja cara, assim as pessoas poderão viver uma vida sustentável.
  4. Conseguir políticas climáticas fortes não será fácil. Isso significa combater o grupo mais rico e poderoso do planeta: a indústria de combustíveis fósseis.
  5. Podemos vencer com um movimento popular. Nunca teremos tanto dinheiro quanto a indústria de combustíveis fósseis, por isso precisamos prevalecer por nosso número, nossa determinação, nossa criatividade, nosso espírito. Através dos tempos os movimentos sociais têm sido fundamentais para mudar o curso da história, sendo assim, estamos construindo um movimento popular para resolver o maior problema do mundo.

Que significa o número 350?

350 é o número mais importante do mundo – é aquilo que os cientistas consideram ser o limite máximo de segurança para a concentração de dióxido de carbono na atmosfera.

Há dois anos, climatologistas de topo, após terem observado o rápido derretimento do gelo do Árctico e outros sinais assustadores de alterações climáticas, publicaram uma série de estudos segundo os quais o planeta estava em risco de catástrofe natural e humana se as concentrações de CO2 atmosférico se mantivessem acima das 350 partes por milhão.

Toda a gente, desde Al Gore até cientistas de topo da ONU adoptaram agora esta meta como sendo necessária para estabilizar o planeta e evitar a completa catástrofe. Agora o problema é conseguir que os nossos líderes tomem isto em conta e tracem políticas que ponham o mundo de volta no caminho correcto rumo aos 350.

Os 350 são cientificamente possíveis?

Neste momento, sobretudo porque queimamos tanto combustível fóssil, a concentração atmosférica de CO2 é de 390 ppm – o que é muitíssimo elevado, e é por isso que o gelo está a derreter, a seca está a espalhar-se, as florestas estão a morrer. Para fazer este número descer, a primeira tarefa será parar de pôr mais carbono na atmosfera. Isto implica uma transição muito rápida para energia solar e eólica e outras formas de energia renovável. Se pararmos de lançar mais carbono na atmosfera, as florestas e oceanos irão lentamente sugar parte dele do ar e trazer-nos de volta a níveis mais seguros.

Assista o vídeo original da 350

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Notícias da campanha

Uma amostra do Global Power Shift

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Juliana Russar
Posted by Juliana Russar - 12/21/12, 7:47am

 

Caros amigos,

Mal posso esperar pelo Global Powershift em Istambul.

Aparentemente, muitos de vocês também não. Até agora a resposta tem sido incrível: milhares de jovens líderes de todo o globo já se inscreveram. Uma pequena amostra de como será este encontro histórico.

Para garantir que todos tenham tempo de se inscrever, estendemos o prazo de inscrição até 4 de janeiro. Caso você queira se juntar a nós, por favor, inscreva-se o quanto antes.

Nesse meio tempo, assista a este incrível vídeo para se inspirar. Ele é uma prévia do Global Power Shift - e você, definitivamente, vai querer assisti-lo com o volume alto!

Por favor, compartilhe este vídeo várias vezes. Juntos, podemos tornar o Global Power Shift tão grande e ousado quanto possível

Adiante,

May

P.S. -- Caso você tenha perdido o link de inscrição, aqui está novamente: apply.globalpowershift.org.

 
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Voluntários de Salvador realizam workshop de capacitação

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Juliana Russar
Posted by Juliana Russar - 12/10/12, 10:39am

 

Com o objetivo de reforçar suas atividades, o grupo de voluntários da 350.org em Salvador realizou, no último dia 30 de novembro, um workshop para novos membros. Cerca de 15 pessoas se reuniram no auditório da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e, durante todo o dia, discutiram não só as causas e consequências das mudanças do clima, mas principalmente quais são as soluções que devemos desenvolver para enfrentar um mundo desafiado pela crise climática.

Thaís Bichara, 26, uma das participantes do workshop, fala sobre a importância de um evento como esse. “Achei o workshop uma experiência única e muito proveitosa. Uma ótima oportunidade para, de uma forma objetiva e leve, induzir reflexões sobre questões tão enfatizadas atualmente no mundo sobre o meio ambiente, todavia que ainda estão engatinhando no que se refere a ações efetivas”.

Raphael Gomes, 22, Organizador da 350.org em Salvador, destaca a importância de uma atividade como essa. “Considero o workshop uma ferramenta poderosa para que possamos agregar mais e mais pessoas ao movimento climático. Infelizmente, o aquecimento global é uma realidade e nós, seres humanos, temos contribuído bastante para seu agravamento. Acreditamos que novos voluntários possuem uma capacidade singular de fortalecer o grupo já existente, não só trazendo mais ideias e experiências, mas nos motivando com seu entusiasmo e espírito de luta por mudanças”, afirma.

Os fundamentos científicos são a base da 350.org, mas não é só de conteúdo teórico que a organização vive. Arte, comunicação e criatividade são aspectos igualmente importantes no desenvolvimento de suas campanhas. Na parte da tarde, os já voluntários e anfitriões puseram as mãos na massa para criar uma ação. “Aproveitando que está acontecendo a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 18), no Catar, decidimos lançar como atividade a criação de uma foto oportunidade com uma breve e incisiva mensagem para os líderes que estão no evento: ‘Ei, negociadores e líderes mundiais, vamos direto ao ponto em relação a um acordo que comprometa os países a reduzir suas emissões’, afirma Raphael.

Engajada, Thaís conta sobre sua motivação para contribuir com o movimento climático. “espero poder não somente ajudar no que estiver ao meu alcance para modificar a atual situação, levando para a prática as informações bastante divulgadas já na teoria, além de mostrar aos outros como é de extrema importância que eles também se engajem e tentem modificar hábitos em prol de atitudes mais sustentáveis, disse.

Observação: Para se envolver com o grupo local da Salvador, visite: http://local.350.org/350salvador/

 
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Festival Clímax - Vamos direto ao ponto?

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Juliana Russar
Posted by Juliana Russar - 11/28/12, 1:27pm

 

Em 26 de novembro, começou mais uma rodada de duas semanas de negociações da ONU sobre mudanças climáticas, a CoP-18, em Doha, no Qatar. Pensando em aproximar as pessoas da temática do aquecimento global, as organizações da sociedade civil 350.org Brasil e Change Mob realizam o “Festival Clímax - Vamos direto ao ponto?” para mostrar que as mudanças climáticas já fazem parte do nosso cotidiano.

O evento acontecerá na Câmara Municipal de São Paulo, na Matilha Cultural e na Viração, entre os dias 5 e 9 de dezembro, com exibição de filmes, realização de oficinas e rodas de conversas sobre temas relacionados ao aquecimento global e nossas vidas.

“É muito importante chamar atenção para a realidade das mudanças climáticas enquanto representantes de governos do mundo inteiro estão reunidos no Qatar. As pessoas estão ligando os pontos e percebendo que a mudança do clima já está afetando suas rotinas, seja pelo desconforto e impactos na saúde com dias com recorde de temperaturas altas em determinada região, seja perdendo suas casas por causa de uma tempestade atípica, cada vez mais frequente. Precisamos agir local e rapidamente, pois os negociadores parecem ignorar a urgência e a dimensão do problema que estamos enfrentando”, disse Paula Collet, coordenadora da 350.org Brasil.

O Clímax tem dois objetivos principais: aproximar mais pessoas da temática e unir as diversas organizações que trabalham com o tema para criarem soluções conjuntas. É importante compreender os impactos do clima na produção de alimentos, na mobilidade, no dia-a-dia das mulheres e a importância das mudanças climáticas como um tema prioritário na governança local das cidades do nosso país.

“O Festival também será uma celebração do trabalho de uma série de organizações da sociedade civil que têm realizado ações em prol da mitigação e adaptação climática na cidade de São Paulo”, afirma João Scarpelini, fundador da Change Mob.

Mais informações e programação atualizada aqui

***Veja a Programação do Festival Clímax - Vamos direto ao ponto?

05/12 (Quarta-feira) Tema do dia: Soluções Locais

 

Local: Sede da Revista Viração (Rua Augusta, 1239) 
11:30 - 14:00 - Oficina de Fogão Solar com Greenpeace 

Local: Câmara Municipal (Palácio Anchieta - Viaduto Jacareí, 100 - Bela Vista)
19:00 – 22:00 - Roda de conversa sobre soluções locais
Convidados:
Aline Cavalcante - Bike Anjo
Ariel Kogan - Rede Nossa São Paulo
Gabriela Alem – Ativista 
Gilberto Natalini – vereador 
Luiz de Campos Jr - projeto Rios e Ruas 
Ricardo Young - vereador eleito

06/12 (Quinta-feira) Tema do dia: Alimentação e Consumo

Local: Sede da Revista Viração (Rua Augusta, 1239) 
14:30 - 17:00 - Oficina de Estêncil com Komuniki

Local: Matilha Cultural (Rua Rêgo Freitas, 542)
19:00 - Exibição do Filme: Uma Verdade Mais Que Inconveniente / Meat The Truth 
20:20 - Roda de conversa sobre alimentação e consumo
Convidados:
Ana Zilda Coutinho – agricultora 
Guilherme Carvalho – Sociedade Vegetariana Brasileira 
João Paulo Amaral – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC)
Nicole Figueiredo de Oliveira – Humane Society Internacional 
Nina Best – Vitae Civilis

07/12 (Sexta-feira) Tema do dia: Gênero e Mudanças Climáticas

Local: Sede da Revista Viração (Rua Augusta, 1239)
15:00 - 17:00 - Oficina para criação de Blog com Escola de Notícias

Local: Matilha Cultural (Rua Rêgo Freitas, 542)
19:00 - CURTAS - Weathering Change / 5 Mulheres que fazem a diferença
19:30 - Roda de conversa sobre gênero e mudanças climáticas
Convidados:
Bárbara Lopes – Blogueiras Feministas
Barbara Gonçalves - Vitae Civilis
Gabriela Veiga – artivista 
João Felipe Scarpelini – 350.org e Change Mob 
Sulália de Souza - Reciclaangela

8/12 (Sábado) Tema do dia: Ativismo

Local: Matilha Cultural (Rua Rêgo Freitas, 542)
18:00 a 18:30 - CURTAS - Weathering Change / 5 Mulheres que fazem a diferença
18:30 a 19:40 - Uma Verdade Mais Que Inconveniente / Meat The Truth 
20:00 a 21:30 - Vai lá é faz / Just do It

9/12 (Domingo) 
Local: Matilha Cultural (Rua Rêgo Freitas, 542)
19:00 a 21:00 - Just Do It + Curtas: Weathering Change / 5 Mulheres que fazem a diferença


Sinopses: 
FILME:
Vai lá e Faz / Just do It 
Dir: Emily James 
País/Ano: UK / 2011 
Duração: 90 min 
Classificação: 12 anos 
Durante um ano repleto de acontecimentos, foi permitido a Emily James o acesso sem precedentes para filmar o mundo secreto do ativismo ambiental de ação direta. Dois anos mais tarde, Just Do It - um conto de modernos bandidos chega às grandes telas do mundo.
Emily James passou mais de um ano participando em grupos de ativistas, como o Climate Camp e Plane Stupid para documentar suas atividades clandestinas, em condições adversas, capturou mais de 300 horas de filmagem. Essa filmagem foi carinhosamente criada, moldada, por Emily e pelo editor James por mais de um ano para chegarem no resultado que pode ser visto agora no cinema.
O filme é uma história de pessoas que lutam pelo que acreditam e que se fazem serem ouvidas. Era uma história que precisava ser contada sem as limitações criativas de modelos tradicionais de produção ou o controle editorial de grandes investidores. E foi assim que Just Do It - um projeto totalmente independente - nasceu.

FILME: 
Uma Verdade Mais Que Inconveniente / Meat The Truth 
Países Baixos / 2008
Duração 74'
Classificação: 12anos

Sinopse: Documentário feito pelo "Partido dos Animais" da Holanda. É a resposta ao "An Inconvenient Truth" do Al Gore, que trata de algumas das causas do aquecimento global, poluição e males afins, mas deixa a questão da pecuária de lado (por motivos políticos). A pecuária é a maior responsável por essa devastação. O mais interessante neste vídeo, é que ele nos alerta para o fato de que 18% das emissões de gases no mundo são causados pela pecuária, enquanto 13%, são causadas pelos transportes! Carros, tratores e aviões causam menos efeito que a pecuária, e muita gente não acredita, ou nem sabe disto, ou não imagina que o impacto seja tanto.

 

SESSÃO CURTA METRAGENS

Weathering Change 
O filme nos leva a Etiópia, Nepal e Peru para ouvir as histórias de quatro mulheres, que lutam para cuidar de suas famílias, enquanto enfrentam perdas de colheitas e escassez de água. Como a população mundial atinge 7 bilhões em 2011, o filme mostra como as mulheres e as famílias já estão adaptando aos desafios ambientais que ameaçam a sua saúde e os seus meios de subsistência.

Weathering Change documenta como o planeamento familiar, a educação das meninas, agricultura sustentável e conservação ambiental são parte da solução. O filme chama para a expansão ao acesso à contracepção e capacitação das mulheres para ajudar as famílias e as comunidades se adaptar aos efeitos da mudança climática.

5 Mulheres que fazem a diferença
O vídeo 5 Mulheres que fazem a diferença aborda a questão da percepção das mudanças climáticas em ambientes urbanos. Além disso, mostra a experiência de 5 mulheres que buscam no seu estilo de ser/estar/viver uma alternativa ao modelão predador da natureza ou desconectado da relação de dependência com o Planeta.

 
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Nova fase do movimento climático global

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Juliana Russar
Posted by Juliana Russar - 11/13/12, 5:03am

Nós estamos viajando pelos Estados Unidos, lançando a campanha “Índia Além do Carvão” e dando uma força para o Movimento Climático da Juventude Árabe. Assista ao vídeo e ajude o movimento a crescer divulgando essas iniciativas.

 
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Novembro será grande!

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Juliana Russar
Posted by Juliana Russar - 11/09/12, 11:43am

 

Caros amigos,

Vocês devem ter notado que andamos meio quietos e que não temos enviado muitos e-mails ultimamente. Porém, fora os e-mails, nosso movimento está tudo, menos tranquilo – e as coisas estão prestes a esquentar. Por isso quero compartilhar um vídeo para explicar o que estamos planejando.

Assista-o aqui!

A maioria de vocês já deve estar sabendo do resultado das eleições nos Estados Unidos. Mas o que talvez vocês não saibam é que, essa semana, lançamos um tour “Faça as contas” por 21 cidades para impulsionar a próxima etapa do movimento climático nos Estados Unidos. Como o furacão Sandy nos mostrou de forma tão assustadora, quem quer que vença as eleições para um cargo político precisará enfrentar a realidade das mudanças climáticas e tomar medidas urgentes.

Porém, os Estados Unidos não podem resolver esta crise sozinhos, mesmo que seus líderes se dispusessem. Nós precisamos de um movimento maior e mais forte em todos os lugares do mundo. Na próxima semana vou escrever de novo para explicar nosso grande plano global para o ano que vem.

Esta semana quero somente destacar dois dos inúmeros esforços extraordinários que nossa rede da 350 está empreendendo em todo o mundo:

1. Índia Além do Carvão: dia 10 de novembro, nossos amigos da Índia realizarão um dia nacional de ação para mudar o discurso de “quanto carvão podemos queimar” para “que tipos de energia podem sustentar uma Índia próspera e saudável?” Dezenas de eventos estão previstos em todos os estados indianos.

2. Movimento Climático da Juventude Árabe: no mesmo dia da ação “Índia Além do Carvão”, neste sábado, o recém lançado Movimento Climático da Juventude Árabe, realizará ações em todo o mundo árabe: do Marrocos ao Líbano, da Líbia à Turquia. Juntos, eles difundirão uma mensagem dirigida à próxima reunião da ONU que acontecerá no Qatar nos meses de novembro e dezembro: os países árabes precisam começar a encarar a realidade das mudanças climáticas e assumir uma posição de liderança para enfrentar a crise.

Além disso, no Brasil, nossos organizadores estão planejando oficinas no Acre, em Alagoas, na Bahia e em São Paulo. Mais informações em breve. Eu poderia continuar compartilhando notícias de todo o mundo indefinidamente. No entanto, teremos muito mais novidades para compartilhar nas próximas semanas e meses, incluindo outras formas de envolver mais pessoas, independente do lugar onde você mora. Por enquanto, assista ao vídeo que gravei e compartilhe com os seus contatos as notícias sobre estes importantes esforços.

Seguimos juntos,

Bill e toda equipe 350.org

 
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O problema existe e a solução também!

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Juliana Russar
Posted by Juliana Russar - 10/25/12, 7:24am

Juliana Russar e Paula Collet(*)

Há poucos dias, foi divulgada a notícia de que setembro de 2012 empatou com o mesmo mês de 2005 como o setembro mais quente da história (os registros começaram em 1880). Somado a esse recorde temos o fato de que a temperatura média global dos últimos 331 meses está acima da média histórica e que, em agosto de 2012, pela primeira vez no registro histórico, a cobertura de gelo marinho do Ártico atingiu menos de 4 milhões de quilômetros quadrados, sendo a maior perda de gelo no Ártico já registrada.

Não é difícil ligar os pontos entre as mudanças climáticas que já estão acontecendo aos eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes e intensos e seu impacto na vida das pessoas, causando mortes, prejuízos econômicos, afetando nossa saúde, etc. Só para citar dois exemplos, no começo de setembro, a cidade de São Paulo teve o dia mais quente do inverno dos últimos 57 anos e, em janeiro, mais uma vez as chuvas de verão causaram enchentes e desmoronamentos, atingindo e afetando milhares de pessoas nos estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Os cientistas estão fazendo sua parte ao tornarem públicas e divulgarem da maneira que podem informações qualificadas que servem de alerta para um dos problemas mais complexos que a humanidade enfrenta no século XXI. As pessoas também já estão sofrendo com as consequências do aquecimento global. Por que, então, os líderes mundiais não estão nos ouvindo e adotando em conjunto uma série de medidas para enfrentar as mudanças climáticas? Por que as rodadas de negociações internacionais multilaterais sobre mudanças climáticas não avançam? Por que a ciência parece ser incompatível com a política?

A resposta é dura, mas é simples. Chegar a um acordo global para implementar medidas a nível nacional e local para atacar as causas das mudanças climáticas, reduzindo drasticamente as emissões de gases de efeito estufa, implica em uma mudança profunda na maneira como produzimos energia e como exploramos nossas florestas. Explicando melhor: precisamos parar de explorar petróleo, carvão e gás natural para gerar energia e precisamos parar de desmatar nossas florestas.

Porém, de acordo com as regras atuais do jogo, a indústria de combustíveis fósseis pode emitir sem pagar nada quanto carbono quiser na atmosfera, pois não existe nenhuma taxa ou punição para que pare de emitir (e, inclusive, recebe bilhões de dólares anualmente em subsídios ao redor do mundo para executar suas atividades) e isso não vai existir enquanto o poderoso lobby desse setor continuar infiltrado nas capitais federais, frequentando as negociações internacionais e influenciando os líderes mundiais, por meio do financiamento das suas campanhas políticas.

É por isso que, atualmente, a 350.org tem como alvo de campanha a indústria de combustíveis fósseis, pois sabemos que as reservas de petróleo, carvão e gás natural dessas empresas excedem 2.795 gigatoneladas de CO2 ou 5 vezes mais do que podemos emitir se quisermos evitar mudanças climáticas catastróficas, porém a lógica de negócio deles não leva em conta suas consequências.

Acreditamos que somente um movimento formado por cidadãos organizados de todo o planeta em busca de soluções para a crise climática tem força política suficiente para denunciar o que essas empresas estão planejando e mudar a realidade de baixo para cima. É importante dizer que esse crescente movimento abrange pessoas com os mais diferentes perfis, já que para um problema desse tamanho, é necessário muita criatividade e diversidade em busca de uma solução à altura. Não podemos mais esperar as soluções, precisamos ir em busca delas, daí a razão pela qual dizemos que ela virá de baixo para cima. Cada voto, cada compra, cada escolha que fazemos e cada manifestação e denúnica que desistimos de fazer têm consequências brutais nas nossas vidas.

Por isso, temos que sair da posição de conforto para tomar uma posição pelo fim do desmatamento, pelo fim dos subsídios aos combustíveis fósseis, pelo uso de energias limpas, mostrando para os nossos representantes políticos que há milhões de pessoas no mundo que já estão agindo e que eles têm nosso apoio nessa transição para um modelo de desenvolvimento com baixa emissão de carbono, levando-nos para um mundo com energias limpas e renováveis, seguro e digno para as futuras gerações.

*Juliana Russar e Paula Collet são coordenadoras da 350.org no Brasil

Artigo publicado originalmente na edição de outubro do Jornal Cidadania da Fundação Casper Líbero

 
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350.org na edição de outubro do Jornal Cidadania da Fundação Casper Líbero

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Juliana Russar
Posted by Juliana Russar - 10/25/12, 7:23am

 

Clique na imagem para conferir a matéria!

 
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Segunda sem carne

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Juliana Russar
Posted by Juliana Russar - 10/08/12, 8:42am

 

O que as mudanças climáticas têm a ver com o nosso atual padrão de consumo de carnes?

Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), muito. Desde 2006, a organização reconhece que aproximadamente 18% das emissões globais de gases do efeito estufa (GEE) oriundas de atividades humanas vêm precisamente do setor pecuário. Mais do que isso, a FAO alega que a produção animal é uma das maiores causas dos mais urgentes problemas ambientais, incluindo também poluição de terra e água e perda de biodiversidade.

São muitas as razões pelas quais o setor pecuário é tão impactante sobre o meio ambiente, mas uma delas é a ineficiência no uso dos recursos alimentares, já que grandes quantidades de ração são utilizadas para produzir pequenas quantidades de carnes, laticínios e ovos. Disto decorre, por exemplo, que mais de 97% do farelo de soja produzido em todo o mundo é usado para alimentação de animais, o que também ocorre com mais de 60% do milho e cevada.

Por estes e outros motivos, o desmatamento na Amazônia brasileira tem, hoje, a pecuária como sua causa principal. O desmatamento da Amazônia, por sua vez, emite mais gases de efeito estufa do que qualquer outra fonte de emissões no nosso país. O Brasil tem hoje mais bois do que gente e é o maior exportador de carne bovina e de frango do mundo. Tamanho crescimento deste setor implica não apenas em impactos sobre as mudanças climáticas e o meio ambiente, mas também sobre a saúde das pessoas e o bem-estar dos animais. Enquanto isso, o consumo per capita de carnes do brasileiro e da brasileira só aumenta, atingindo a marca de cerca de 220 gramas por pessoa por dia — um exagero em relação a qualquer padrão de referência do mundo.

Existem várias propostas por aí para fazermos a nossa parte na redução de tamanhos impactos do setor pecuário. Uma delas, que tem demonstrado ter um bom apelo junto à sociedade, às organizações e mesmo aos governos é a Segunda Sem Carne. Fácil: um dia por semana, tire a carne do prato — e descubra novos sabores. Presente em mais de vinte países, a campanha conta com o apoio de dezenas de instituições e celebridades, incluindo a Prefeitura de São Paulo e o ex-Beatle Paul McCartney, padrinho da campanha na Inglaterra. Longe de “apontar o dedo” ou exigir mudanças drásticas em hábitos de consumo, a Segunda Sem Carne parece uma maneira particularmente amigável e poderosa de reduzir os impactos do nosso comportamento de consumo sobre o meio ambiente, os animais e as pessoas.

Por tudo isso, a 350.org Brasil apoia a Segunda Sem Carne. E você? Vai aderir?

 
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A Ciência de 350

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