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Estamos organizando
um movimento global para
resolver a crise climática.por quê??

As nossas campanhas online, organização de bases, e ações públicas de massas são conduzidas de baixo para cima por milhares de organizadores voluntários em mais de 188 países.

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  1. A crise climática é o maior problema que o mundo enfrenta hoje. Mudanças climáticas descontroladas significam mais desastres naturais, mais surtos de doenças, mais escassez de alimentos, mais aumento do nível dos mares, mais refugiados ambientais.
  2. Precisamos fazer mudanças de grande escala. A crise climática é tão grande que não podemos resolvê-la sozinhos com pequenas ações pessoais. Precisamos pensar grande e ousado.
  3. Mudanças de grande escala significam mudar as políticas. Precisamos de leis que redefinam a forma como o mundo produz e consome energia, para que a energia limpa seja barata e a energia poluente seja cara, assim as pessoas poderão viver uma vida sustentável.
  4. Conseguir políticas climáticas fortes não será fácil. Isso significa combater o grupo mais rico e poderoso do planeta: a indústria de combustíveis fósseis.
  5. Podemos vencer com um movimento popular. Nunca teremos tanto dinheiro quanto a indústria de combustíveis fósseis, por isso precisamos prevalecer por nosso número, nossa determinação, nossa criatividade, nosso espírito. Através dos tempos os movimentos sociais têm sido fundamentais para mudar o curso da história, sendo assim, estamos construindo um movimento popular para resolver o maior problema do mundo.

Que significa o número 350?

350 é o número mais importante do mundo – é aquilo que os cientistas consideram ser o limite máximo de segurança para a concentração de dióxido de carbono na atmosfera.

Há dois anos, climatologistas de topo, após terem observado o rápido derretimento do gelo do Árctico e outros sinais assustadores de alterações climáticas, publicaram uma série de estudos segundo os quais o planeta estava em risco de catástrofe natural e humana se as concentrações de CO2 atmosférico se mantivessem acima das 350 partes por milhão.

Toda a gente, desde Al Gore até cientistas de topo da ONU adoptaram agora esta meta como sendo necessária para estabilizar o planeta e evitar a completa catástrofe. Agora o problema é conseguir que os nossos líderes tomem isto em conta e tracem políticas que ponham o mundo de volta no caminho correcto rumo aos 350.

Os 350 são cientificamente possíveis?

Neste momento, sobretudo porque queimamos tanto combustível fóssil, a concentração atmosférica de CO2 é de 390 ppm – o que é muitíssimo elevado, e é por isso que o gelo está a derreter, a seca está a espalhar-se, as florestas estão a morrer. Para fazer este número descer, a primeira tarefa será parar de pôr mais carbono na atmosfera. Isto implica uma transição muito rápida para energia solar e eólica e outras formas de energia renovável. Se pararmos de lançar mais carbono na atmosfera, as florestas e oceanos irão lentamente sugar parte dele do ar e trazer-nos de volta a níveis mais seguros.

Assista o vídeo original da 350

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Notícias da campanha

Você está ligando os pontos? - Carta convite do Dia de Impactos Climáticos

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Juliana Russar
Posted by Juliana Russar - 04/10/12, 4:47am

 

Caros amigos,

Por todo o planeta temos observado enchentes, secas e chuvas cada vez mais intensas. Pessoas estão morrendo e comunidades inteiras têm sido devastadas. Os impactos das mudanças climáticas que estamos testemunhando hoje não tem semelhança com nada que já vimos antes.

No entanto, é difícil para a maior parte das pessoas perceber que tudo isso está conectado. É por isso que, no dia 5 de maio, em todos os cantos do globo, estaremos “Ligando os Pontos”.

Desde a seca na Mongólia às enchentes na Tailândia, das queimadas na Austrália às comunidades no Himalaia ameaçadas pelo derretimento das geleiras, nós organizaremos  ações para lembrar a todos o que está acontecendo na nossa vizinhança. Para cada uma das ações, do Quênia ao Canadá, do Vietnã ao Vermont, alguém estará segurando um... ponto. Isso mesmo! Pode ser um enorme ponto preto feito em cartaz, um “ponto” formado por pessoas de mãos dadas em volta de uma plantação destruída pela seca, um ponto feito de tecido com uma foto tirada de cima – e assim por diante. Compartilharemos essas imagens ao redor do mundo para dar uma cara humana às mudanças climáticas --  seria como segurar um espelho de frente para o planeta e obrigar as pessoas a encararem  as consequências das mudanças climáticas.

Todos podem participar desse dia. Muitos de nós não vivem no Texas, nas Filipinas ou na Etiópia – lugares profundamente afetados pelos impactos do clima. Entretanto, pensando nessas comunidades, existem milhões de maneiras para se expressar em solidariedade àqueles mais gravemente afetados pela crise climática: algumas pessoas irão fazer apresentações nas suas localidades sobre como ligar os pontos. Outras irão desenvolver projetos demonstrando quais os tipos de impactos climáticos podemos esperar se a crise climática continuar sem solução. Outras ainda expressarão a sua indignação em relação à mídia local e aos políticos que falham ao ligar os pontos em suas coberturas sobre os “desastres naturais”.

Independente do modo como você decida participar, a sua voz é fundamental nessa luta. Você pode cadastrar para ser anfitrião de um evento local aqui: www.ligandoospontos.org

(Para informações mais gerais sobre esse dia de ação, entre no nosso novo site aqui: www.ligandoospontos.org)

Estamos certos de que todas as atividades serão muito bonitas. Mas elas também guardam uma limitação. É importante que todos nós, cujas vidas têm sido afetadas pelas mudanças climáticas, entendamos que não somos culpados. E também é normal que fiquemos um pouco com raiva dessas forças nos causando problemas.  No entanto, é a indústria de combustíveis fósseis a culpada e nós temos que deixar isso claro. A nossa equipe da 350.org vai trabalhar arduamente para ligar todos esses pontos – literalmente – e amarrá-los todos juntos para criar um potente apelo à ação, que será direcionado  diretamente às pessoas que mais precisam ouvi-lo. 

5 de maio está chegando e nós temos que trabalhar rápido.

Temos 4 semanas, tempo mais do que suficiente para planejar um grande evento local. Veja como:

Semana 1: Você só precisa colocar a sua comunidade no mapa, registrando o seu evento em Ligandoospontos.org. Leva apenas 5 minutos e você pode alterar suas informações depois. Então, se você estiver pensando em organizar uma ação local, você pode registrar o seu evento agora mesmo.

Semana 2: Entre em contato com amigos ou vizinhos para decidir que tipo de ação vocês vão organizar - pode ser um projeto de soluções climáticas (como plantar uma horta comunitária) ou algum projeto de educação sobre clima (como apresentar o slideshow "Ligando os Pontos" que a nossa equipe está montando). Ou qualquer ação que ligue os pontos entre os eventos climáticos extremos e as mudanças climáticas.

Semana 3: Pense e organize os detalhes logísticos, divulgue o evento em sua comunidade e comece a planejar o seu grande "Ponto" para exibir na sua ação local.

Semana 4: Certifique-se de que absolutamente todo mundo saiba sobre o seu evento local (incluindo mídia e os políticos locais!) e prepare-se para o grande dia!

(Você pode ler tudo isso em detalhes no Plano de 10 Passos) 

As mudanças climáticas estão diante dos nossos olhos e simplesmente já não podemos esperar mais para agir. O mundo precisa entender o que está acontecendo e você é a pessoa que pode contar para eles.

Por favor, junte-se a nós! Precisamos de você para enviar o alerta mais importante que a humanidade já escutou. 

Seguimos em frente,

Bill McKibben e toda equipe da 350.org

 
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O que vem a seguir?

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Juliana Russar
Posted by Juliana Russar - 03/13/12, 11:58am

 

Caros amigos,

O ano de 2012 começou com tudo e promete ser um ano memorável para o movimento climático.

A luta contra o oleoduto Keystone XL nos Estados Unidos continua, assim como continua a guerra contra as areias betuminosas na América do Norte e a luta contra o oleoduto em Porto Rico. O fracking (fraturamento hidráulico) surgiu como uma questão importante na Bulgária, nos Estados Unidos e em outros lugares. A mineração, exportação e queima de carvão continuam sendo uma grande ameaça  em todo o mundo, de Kosovo à Austrália, da Índia ao Chile e em vários outros lugares.

No entanto, o mais notável é que, mais do que nunca, nosso movimento está descobrindo novas formas de conectar, unir e mobilizar rumo às soluções que precisamos em todo o mundo. Continuamos a traçar  maneiras de fortalecer esse trabalho e de desenvolver novas e estratégicas campanhas coletivas.

Nesse momento, nós estamos ansiosos para receber suas contribuições sobre os próximos passos e sobre qual a melhor maneira de nos comunicarmos nas próximas semanas e meses.

Clique aqui  para responder em, no máximo, 5 minutos uma pesquisa  sobre os próximos planos da 350.

Você terá uma prévia das nossas próximas ideias e nós estamos ansiosos para ver seus interesses  e também para ouvir suas ideias sobre como podemos melhorar algumas de nossas atuais ferramentas e sistemas de comunicação.

Portanto, esperamos que você reserve um tempinho para nos enviar seus comentários. Entraremos em contato em breve informando os próximos passos.

Muito obrigado,

Will por toda a equipe da 350.org

 
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Top 11 de 2011

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Juliana Russar
Posted by Juliana Russar - 01/05/12, 6:28am

 

Caros Amigos,

Nunca tivemos um ano mais cheio que 2011: detivemos um oleoduto, fizemos workshops em todo o mundo, realizamos nosso terceiro dia de ação climática global, organizamos um projeto criativo para levar o movimento climático às ondas do rádio, unimos forças com os movimentos de Ocupação (Occupy) ao redor do mundo e muito mais. Este foi realmente um ano marcante e nossa equipe organizou um incrível “Melhores 11 momentos de 2011”, recapitulando aquilo que queremos compartilhar com você.

O ano de 2012 vai ser grandioso, então, por favor, descanse um pouco antes do novo ano chegar. Nós trabalharemos para e conseguiremos derrubar o poder das companhias petroleiras, das exploradoras de carvão e de gás – retiraremos seus subsídios e poder político – ao continuarmos a espalhar a palavra sobre como as mudanças climáticas já estão nos afetando, ao trabalharmos duro para transformar nossas comunidades para um futuro além dos combustíveis fósseis. Para conseguir tudo isso, precisaremos de suas ideias, de seu coração e de suas ações.

2011 surpreendeu muito. Eu não pensava que passaria parte dele na prisão e sinceramente não pensava que poderíamos desacelerar a construção do oleoduto Keystone. Mas estou contente por termos conseguido e estou pronto para ser surpreendido novamente em 2012.

Muito obrigado,

Bill McKibben pela 350.org

 
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Coragem e covardia

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Juliana Russar
Posted by Juliana Russar - 01/05/12, 6:08am

 

Caros Amigos,

Na tarde da última sexta-feira da Conferência de Clima da ONU (9 de dezembro), um membro da nossa equipe em Durban entrou no corredor principal do centro de conferências e, de acordo com a tradição dos movimentos Occupy do mundo todo, gritou "Mic check!" (algo como: "Testando.").

Para surpresa da segurança da ONU e dos negociadores, centenas de pessoas gritaram de volta: "Mic check!". Juntos, abriram banners com mensagens dizendo "Não mate a África" ​​e "Seja solidário com as nações insulares", e começaram a marchar em direção à sala principal de negociação.

Durante as próximas duas horas, a equipe da 350.org e nossos aliados ocuparam os corredores das negociações climáticas, usando o "microfone humano" (a multidão repetindo cada frase que uma pessoa diz) para amplificar as vozes de pessoas de todo o mundo, incluindo a de um negociador egípcio e a do ministro do Meio Ambiente das Maldivas.

Muitos de vocês também estavam lá em solidariedade global. Podia-se ler em um dos banners: "703.000 pessoas te apoiam". Esse é o número (impressionante) de pessoas que assinaram petições, incluindo a da 350.org, convocando os Estados Unidos a pararem de bloquear o progresso.

Foto: WWF@COP17

Nosso esforço coletivo forçou os Estados Unidos a recuar quanto à "pior ideia da história": adiar o acordo sobre um novo tratado climático até 2020. O roteiro acordado em Durban convoca para um acordo climático a ser alcançado até 2015, com a implementação completa cinco anos depois. É melhor do que "o pior" resultado possível, mas ainda é um atraso covarde e inaceitável sobre a ação pelo clima global - e uma receita para catástrofes climáticas.

Houve algum progresso com relação a outras questões: os planos para  o "Fundo Climático Verde" ficaram mais sólidos para ajudar os países em desenvolvimento e surgiu um projeto de um acordo legal sobre o clima que seria aplicável a todos os grandes emissores de gases de efeito estufa. E surpreendentemente para alguns, as conversações não entraram em colapso completo.

Entretanto, no geral, os resultados de Durban foram uma grande decepção. Os Estados Unidos e seus aliados foram capazes de colocar obstáculos suficientes para impedir o  tipo de progresso e transformação de que precisamos realmente ter com relação à crise climática. Metas para reduções de emissões são ainda demasiado vagas, demasiado fracas, ou muito distantes de obter níveis de dióxido de carbono abaixo do limite de segurança de 350 ppm.

Esta é a dura realidade que agora precisamos enfrentar juntos: as negociações internacionais de clima - ou o Congresso dos EUA - nunca vão chegar a um acordo transformador até que consigamos romper a influência que as empresas de combustíveis fósseis têm sobre os nossos governos ao redor do mundo.

Abaixo podemos ler o que Bill McKibben tem a dizer sobre essa situação:

"Nós não vamos nos deixar distrair com as intermináveis ​​negociações da ONU. Sabemos que a verdadeira disputa é entre os cientistas e as empresas de combustíveis fósseis - e estamos nos empenhando para que o debate aponte para a ciência. Assim como fizemos com o oleoduto Keystone XL, vamos escancarar os subsídios que fazem as companhias de petróleo tão ricas e a corrupção sistêmica que as torna tão politicamente poderosas".

Se há uma lição definitiva de Durban, é a seguinte: nós temos muito trabalho a fazer como um movimento. Em 2012, a 350.org lançará campanhas contundentes para enfrentar as causas profundas da crise climática e juntos vamos construir soluções climáticas de baixo para cima - soluções que não exigem um tratado global para colocar o mundo no caminho da segurança climática.

Manteremos contato para discutir os detalhes, mas você pode ter certeza de que vamos precisar de toda a ajuda que podemos obter.

Mais notícias em breve,

Jamie Henn por toda a equipe 350.org

 
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Centenas protestam dentro das negociações climáticas da ONU em solidariedade com a África e as pequenas ilhas

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Juliana Russar
Posted by Juliana Russar - 01/05/12, 6:07am

 

Em solidariedade com as milhões de pessoas que já sentem os impactos das mudanças climáticas, centenas de pessoas protestaram nos corredores das negociações de clima da ONU esta tarde para exigir que as nações não assinem uma "sentença de morte" em Durban.

O protesto encheu o salão de fora da sala principal de negociação em Durban, no momento em que a rodada da tarde estava agendada para começar. Em pé, lado a lado com os delegados de alguns dos países mais vulneráveis do mundo, representantes da sociedade civil cantaram canções tradicionais do sul-africanas liberdade e gritavam slogans como: "Escute o povo, não os poluidores".

"Somos todos africanos. Somos todos pessoas das ilhas", disse Kumi Naidoo, diretor executivo do Greenpeace International, nascido em Durban. Naidoo apelou diretamente aos Estados Unidos para sairem da frente se não querem progresso. "Presidente Obama, não dê ouvidos aos executivos das empresas de combustíveis fósseis. Ouça o povo".

Nas últimas 48 horas, mais de 700.000 pessoas assinaram petições convocando os principais emissores a apoiarem as nações da África e resistirem a qualquer tentativa de atrasar a ação pelo clima até 2020. A maior parte das assinaturas vieram da Avaaz.org  que chamou os líderes do Brasil, China e Europa para "apoiar a África e enfrentar os EUA e outros países que procuram destruir as negociações de clima e o nosso planeta".

"O mundo está em permanente solidariedade com aqueles aqui em Durban que estão agindo", disse Iain Keith, da Avaaz. "Restam apenas algumas horas das negociações climáticas e o futuro de África e do planeta estão em jogo. A história julgará estes negociadores com base nas decisões que eles fizerem hoje à noite".

A partir das 15h30 (horário de Durban), os manifestantes ainda enchiam o corredor do centro de conferência cantando e ouvindo discursos de ativistas e representantes de todo o mundo. Não sabemos se a segurança vai permitir que a reunião continue ao longo do dia ou vai evacuar a área.

"Qualquer acordo para atrasar a ação real pelo clima até 2020 seria uma sentença de morte para milhões de pessoas na África e em todo o mundo", disse Landry Ninteretse da campanha internacional 350.org. "Estamos cansados ​​de esperar por avanços nas negociações."

 
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Pior ideia do mundo?

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Juliana Russar
Posted by Juliana Russar - 12/08/11, 9:19am

 

Caros amigos mundo afora,

E se alguém dissesse que você deve perder toda a sua esperança de uma ação climática global até 2020? Bom, é exatamente essa a proposta que os Estados Unidos e outros países estão fazendo nas negociações climáticas da ONU, que estão acontecendo essa semana em Durban, África do Sul. Atrasar um acordo até 2020 é a pior ideia que já tiveram.

Esperar nove anos por ações de combate às mudanças climáticas não é somente atrasar o processo, é uma sentença de morte para as comunidades que estão na linha de frente da crise climática – e pode acabar com a possibilidade de conseguirmos diminuir os níveis de carbono à concentração segura de 350 partes por milhão.

Foto: Julian Koschorke da Speak Your Mind.

Nunca é tarde para impedir esse retrocesso. Nos próximos dois dias, nossa equipe de ativistas da 350.org em Durban trabalhará com os nossos parceiros da Avaaz e outros aliados ao redor do mundo para isolar aqueles que querem atrasar as negociações, como os Estados Unidos, e para apoiar as nações africanas, que estão lutando por ação climática real, além de pressionar a União Européia, o Brasil e a China para apoiarem os esforços africanos.

Clique aqui para somar a sua voz nesse chamado global por ação que vamos entregar aqui em Durban: www.350.org/pt/durban2011

As negociações climáticas na África do Sul acabam em 48 horas e é vital que façamos essa pressão agora. Para garantir que a sua voz seja ouvida, nossa equipe em Durban vai entregar sua mensagem diretamente para a equipe de negociadores dos Estados Unidos em um evento de grande impacto que estamos organizando para sexta-feira. Não podemos dizer muito mais sobre isso agora, mas asseguramos que a sua mensagem não será ignorada.

Se dermos um alerta internacional antes das negociações acabarem na sexta-feira, nós poderemos pressionar os Estados Unidos para sair do meio do caminho e ajudar a alavancar um processo global ambicioso que nos leve a ações efetivas no combate às mudanças climáticas no mundo inteiro. É claro que sozinhas, as negociações de clima da ONU não farão com que a gente volte às 350 ppm, mas essas negociações têm o potencial de criar uma estrutura legalmente vinculante para ajudar as nações a reduziram sua emissão de carbono.

Independentemente do que acontecer em Durban, uma coisa é certa: todos nós temos muito trabalho para fazer nos nossos países. Em 2012, nós vamos precisar fazer tudo que pudermos para desafiar as empresas de combustíveis fósseis que são o real obstáculo para o progresso climático. Quebrar a influência que estas empresas exercem em nossos governos é a única maneira de realmente destravar as negociações.

O caminho à nossa frente parece longo e difícil, mas, como Nelson Mandela disse, “Sempre parece impossível até que seja feito”. A rede da 350.org já enfrentou o impossível antes – agora é hora de reforçarmos novamente essa pressão.

Por favor, una a sua voz e encaminhe este pedido a todos os seus amigos:www.350.org/pt/durban2011

Em Solidariedade,

Jamie Henn e toda equipe da 350.org

 
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A voz deste movimento

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Juliana Russar
Posted by Juliana Russar - 12/08/11, 9:13am

Caros amigos,

Segue um breve relato de Durban, África do Sul, onde acontecem as negociações da ONU para renovar o acordo climático global.

Primeiro, algumas notícias não muito agradáveis:

* As negociações climáticas da ONU ainda não geraram boas notícias para serem compartilhadas. Muitos de vocês provavelmente se lembram do fracasso dos países em alcançar um compromisso ambicioso, justo e com força de lei em Copenhague. No último encontro que aconteceu ano passado em Cancun, apenas se ouviu um boato no sentido de que "o processo havia sido salvo".

* Nas semanas anteriores à conferência aqui em Durban, os países nos indicaram que simplesmente manterão o processo atual em andamento por um período de 4 a 9 anos antes de assumir o tipo de compromisso requerido. De 4 a 9 anos! Nas palavras dos nossos parceiros da Aliança dos Pequenos Estados Insulares (AOSIS), esse tipo de negociação é totalmente “imprudente e irresponsável". Um tratado justo, ambicioso e com força de lei sobre o clima já deveria ter sido assinado e é um crime defender que se espere mais.

* Este é o desafio que enfrentamos em Durban: governos dispostos a conversar indefinidamente evitando os compromissos exigidos deles.

Apesar do incrível movimento climático que surgiu ao redor do mundo nestes últimos anos, mobilizando e unindo de uma forma nunca antes vista, apesar de mais de 100 países declararem abertamente a necessidade de um acordo que nos coloque outra vez abaixo das 350 partes por milhão (ppm) para “garantir a sobrevivência de todos os países e pessoas”, ainda não vimos o progresso que gostaríamos.

Corporações, particularmente a indústria dos combustíveis fósseis, estão poluindo não só o nosso ambiente senão a nossa política. Estão fazendo tudo que está a seu alcance (e investindo muito dinheiro) para bloquear as ações que a ciência e a justiça exigem. Ou seja, nós ainda temos muito trabalho pela frente.

Mas a imagem que está se formando em Durban não é apenas a de uma burocracia vacilante, é também a de esperança e colaboração. Aqui no continente, o movimento climático está unido a movimentos sociais de base. Estas conexões começaram semana passada quando centenas de jovens de todo o continente e ao redor de todo o mundo se reuniram para a “Conferência da Juventude”. Esta foi a 7ª conferência deste tipo, mas foi a primeira vez que os jovens africanos superaram em número aos jovens da Europa, das Américas, da Oceania e da Ásia. E foi impressionante.

A Conferência da Juventude estava repleta de uma energia incrível, uma energia alegre e contagiante. O tempo inteiro irrompíamos em canções e gritos de "Amandla Awethu!" (Poder para o povo). Esta é uma das maiores dádivas que o movimento climático na África tem para compartilhar com o mundo: a alegria e o amor dos movimentos populares expressados por meio da música.

As vozes poderosas vindas da África do Sul foram uma inspiração para as “Ondas do Rádio”, uma chance de elevarmos as nossas vozes e, juntos, ocuparmos as ondas do rádio para ajudar a divulgar este movimento.

Escute a nova música “People Power” e una-se a: radiowave.350.org

As “Ondas do Rádio” serão executadas por mais um curto período de tempo, embora os recursos permaneçam para apoiar o movimento, nas rádios, no futuro. Com a atenção internacional voltada para o movimento climático e para as negociações na África durante estas semanas, este é o melhor momento para espalhar a onda. Então, se você ainda não faz parte, junte-se às Ondas Rádio levando sua voz a uma rádio local e compartilhando a canção o mais amplamente possível.

Vamos divulgar: há um movimento crescente e pronto para reconstruir nosso mundo.

Amandla Awethu,

Samantha Bailey por toda equipe 350.org

 
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Ocupar as ondas do rádio

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Juliana Russar
Posted by Juliana Russar - 11/18/11, 6:01am

 

Caros amigos,

Estamos tomando as ondas do rádio, juntos.

Desde que começou, há 3 anos, a 350.org tem a reputação de ser inovadora, uma nova-mídia-esclarecida e coordenadora online de ações offline. A campanha na qual estamos prestes a convidá-lo a embarcar se encaixa nessa descrição, mas também nos reconecta com dois tipos antigos de mídia: nossas vozes e o rádio.

Durante duas semanas, começando no dia 21 de novembro, vamos liberar uma onda de transmissões de rádio por todo o mundo – que estamos chamando de “Ondas do Rádio” – e nela discutiremos tudo sobre o tema da crise climática e nosso crescente movimento. Queremos que as vozes de todos os organizadores locais – vocês – sejam as transmissoras dessas notícias!

Visite radiowave.350.org para participar.

Por que rádio e por que agora? Na verdade, é aqui onde minha terra entra.

Eu sou da África do Sul. E é aqui, numa cidade chamada Durban, onde delegações de governos de todos os lugares do planeta se reunirão para a 17º cúpula anual sobre mudanças climáticas da ONU, na última semana de novembro e primeira de dezembro. É também neste continente que enfrentamos as piores ameaças ocasionadas pelas mudanças climáticas e, essas ameaças, já se tornaram uma devastadora realidade para muitos. Foi a seca que provocou a fome no Chifre da África, um acontecimento cada vez mais frequente e que tende a piorar devido às mudanças climáticas. E não é só seca. Com inundações cada vez mais frequentes, aumento do nível do mar e estações geralmente imprevisíveis, dos 28 países que figuram na lista da ONU como os mais vulneráveis às mudanças climáticas, 22 estão na África.

Mas esta não é a única verdade que precisamos levar para as ondas do rádio, também temos histórias extremamente importantes de um movimento crescente para compartilhar – e temos música!

Assim sendo, não estamos pedindo para que você fale apenas sobre a vulnerabilidade da África às mudanças climáticas. Não, estamos convidando você para falar sobre o porquê de estarmos construindo um movimento popular bonito e criativo, sobre estarmos – ao redor do mundo – unidos, mesmo que em lutas locais. Com os países se reunindo aqui no continente africano não há melhor momento para elevar nossas vozes em uníssono através dos meios mais importantes por aqui: a rádio e a música.

Como preparação para as “Ondas do Rádio”, fizemos contato com alguns dos principais músicos africanos contemporâneos para criar uma música sobre as realidades climáticas que enfrentamos e sobre o movimento que estamos construindo em resposta. Depois de semanas de preparação e colaboração com músicos de outras partes do mundo, a música está pronta. Nosso objetivo agora é usar o poder da música e o poder das histórias do nosso movimento para criar uma onda de transmissões de rádio em todo o mundo, chamando nossos concidadãos a aderirem ao movimento e chamando os governos à ação.

Escute a nova música “People Power” e inscreva-se para participar das “Ondas do Rádio”: radiowave.350.org.

Criamos recursos e guias sobre como atingir as estações de rádio locais, algumas vinhetas, além de podcasts que você ou sua estação de rádio local podem utilizar se considerarem úteis. Você deve encontrar tudo o que precisa para ser parte das “Ondas do Rádio” no novo site: radiowave.350.org.

Estamos ansiosos para ouvir sua voz,

Samantha e toda equipe 350.org

 
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A Ciência de 350

Os cientistas dizem que 350 partes por milhão de CO2 na atmosfera é o limite máximo de segurança para a humanidade. Saiba mais sobre os 350 - o que significa, de onde veio, e como lá chegar. Leia mais»

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