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Dezembro 1, 2015

COP 21: Vamos deixar os combustíveis fósseis no solo

COP21 Paris 2015 infographic comparing renewable solar panel energy (labeled "LIGUE") versus fossil fuel oil pump extraction (labeled "DESLIGUE"), promoting environmental awareness and climate action for Brazil's anti-fracking campaign.

A COP 21, Conferência do Clima organizada pela ONU com o objetivo de se construir um acordo global para diminuir as emissões dos gases de efeito estufa, começou em Paris com uma certeza: A solução para evitar o aumento da temperatura do planeta passa pelo investimento em energias renováveis. E tem que ser agora.

“Vamos deixar os combustíveis fósseis no solo e viabilizar uma transição onde os investimentos em energias limpas e renováveis passem a ser prioridade. O hidrocarboneto está com os seus dias contados”, afirmou Nicole Figueiredo de Oliveira, diretora da 350.org Brasil.

Defensora contundente de princípios sociais, econômicos e políticos pautados pela ideia do carbono zero e justiça climática, Nicole acredita que “a pressão da população mundial sobre os governantes tem aumentado, uma vez que as mudanças climáticas já vêm afetando a forma de vida como conhecemos”.

 

Em todo o mundo, manifestações reuniram milhões de pessoas para cobrar um acordo climático para evitar que o aumento da temperatura fique abaixo dos 2 Graus. Em Curitiba aconteceram a primeira Bicicletada Climática Global e Mobilização Mundial pelo Clima, reunindo centenas de pessoas na véspera da COP 21.

Fracking intensifica as mudanças climáticas

No Brasil, a 350.org é parceira da COESUS – Coalizão Não Fracking Brasil e Fundação Arayara Cooperlivre na campanha contra a exploração minerária do gás não convencional, também conhecido como gás de xisto, e que utiliza a metodologia de fraturamento hidráulico, chamado mundialmente por FRACKING. Tecnologia altamente poluente e danosa, fracking ainda atua como intensificador das mudanças climáticas, pois libera sistematicamente o metano, com potencial 86 vezes maior para o efeito estufa que o CO².

Na participação da Presidente Dilma Rousseff durante a abertura da conferência em Paris, ela prometeu que o governo brasileiro irá reduzir em 43% as emissões até 2030, promessa esta principalmente baseada na redução do desmatamento.

Enquanto os olhos do mundo se voltam para as florestas, a Agência Nacional de Petróleo e Gás Natural (ANP) insiste em leiloar campos para a exploração de gás não convencional em 15 estados.

Para o coordenador nacional da COESUS, Dr. Eng. Juliano Bueno de Araujo, “é um paradoxo, para dizer o mínimo, o governo brasileiro dizer que irá reduzir emissões e fazer fracking. São atividades antagônicas e excludentes”.

Para Juliano, o Brasil tem potencial para produção de energia limpa e renovável, seja a hídrica, solar, eólica e de biomassa: “Este processo minerário causa danos irreparáveis à saúde humana e atividades agropastoris. Tendo como principal preocupação a contaminação das águas de superfície e subterrâneas dos principais aquíferos brasileiros, poderá gerar impactos que irão inviabilizar a pecuária, agricultura e provocará uma crise sem precedentes no abastecimento de água que hoje já passa por uma terrível crise”, enfatiza.