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Dezembro 14, 2017

II Marcha Internacional em defesa do Aquífero Guarani

Environmental protest against fracking with demonstrators holding banners reading "SI A LA VIDA NO AL FRACKING" (Yes to Life, No to Fracking) and "BASTA de AGREDIR al ACUIFERO" under trees with flags displayed.
Environmental protest against fracking with demonstrators holding banners reading "SI A LA VIDA NO AL FRACKING" (Yes to Life, No to Fracking) and "BASTA de AGREDIR al ACUIFERO" under trees with flags displayed.

A América Latina segue em defesa do Aquífero Guarani! Diversas organizações ambientais do Uruguai, Argentina, Paraguai e Brasil se encontraram na cidade de Palomas do Departamento de Salto, no Uruguai, para realizar a II Marcha Internacional em defesa do Aquífero Guarani.

O Aquífero está em risco de contaminação como resultado da intenção de explorar hidrocarbonetos não convencionais com a técnica de fraturamento hidráulico – fracking -, que usa grande quantidade de produtos químicos altamente poluentes.

Convocada pela Associação Civil Ambiental de Salto e pelo Coordenador “Todas las Manos”, a marcha ganhou o slogan “Sem água não há vida. Diga não às perfurações na formação do Aquífero Guarani”. A marcha passou pela rota de acesso para Palomas e Saucedo – para o lugar exato onde a empresa Schuepbach Energy planeja realizar trabalhos de prospecção em busca de hidrocarbonetos – e chegou à cidade de Palomas, onde o Sr. Alexis Silva leu a proclamação de defesa ao Aquífero.

Com as bandeiras das quatro nações a mobilização também teve uma grande presença de vizinhos de diferentes locais e com cobertura de vários canais de rádio e televisão, que acompanharam a caravana e viram de perto o problema das técnicas extrativistas no Uruguai.

Veja mais fotos da marcha na página da 350 América Latina no Facebook!

Adriana Conti, referência ambiental de Salto e presidente da Associação “ACAS Salteños en Defensa de los Bienes Naturales”, disse que continuarão a lutar pelo respeito do decreto do Departamento livre de fracking, para defender os direitos dos moradores em um ambiente saudável e água limpa para nós e para as gerações futuras.

Juan Pablo Olsson, coordenador da 350.org América Latina, ressaltou que é muito importante fortalecer a defesa do Aquífero Guarani e que os cidadãos e organizações do Uruguai, Argentina, Brasil e Paraguai precisam trabalhar juntos para impedir que o fracking aconteça na região e contamine uma das mais importantes reservas de água doce no planeta.

O jornalista ambiental e referência do Movimento “Uruguay Libre”, Víctor Bacchetta, disse que há grande preocupação entre os ambientalistas sobre os produtos químicos e radioativos que podem ter sido utilizados na perfuração da Cuchilla del Fuego, no departamento de Paysandú, onde a empresa se retirou do lugar em total silêncio e sem dar muitas explicações. É por estas razões que devemos promover que o Parlamento aprove uma lei nacional de proibição ao fracking no Uruguai.

Dionisio Gómez, coordenador geral da mesa de Articulação Indígena do Paraguai, chegou de Assunção para se juntar à caravana e observou que a presença de várias organizações dos quatro países irmãos é um claro sinal de preocupação dos povos da América do Sul com os recursos naturais e que estes estão bem acima do valor da terra ou dos negócios de alguns.

As ações do movimento internacional em defesa do Aquífero Guarani continuarão com vários fóruns regionais e a apresentação de uma carta na Embaixada da Austrália na Argentina, denunciando a petrolífera australiana Petrel Energy, que pretende usar o método do fracking para extrair hidrocarbonetos não convencionais em nossos países. Enquanto isso, na Austrália, o fracking foi banido no estado de Victoria, por ser considerado altamente poluente e prejudicial à água, ao meio ambiente e à saúde humana.

People standing in truck beds hold Brazilian and Argentine flags at an outdoor gathering under clear blue skies, with other national flags visible in the background.