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Agosto 22, 2016

Integrantes da Cáritas da Região Sul do Brasil debatem FRACKING

Large group photo of diverse people gathered in a meeting room with Caritas organization banners and posters displayed. Participants are arranged in rows, some seated on floor, others standing, in casual attire.

Encontro reuniu em Curitiba representantes do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul com membros da colegiada Cáritas Brasileira.

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Integrante da COESUS – Coalizão Não Fracking Brasil pelo Clima, Água e Vida –, a Cáritas Paraná está levando a discussão sobre os riscos e perigos do fraturamento hidráulico para os encontros internos do colegiado.

Durante o InterSul, evento que reuniu em Curitiba representantes do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul com membros da Cáritas Brasileira, foram debatidas as ações e estratégias para conter as mudanças climáticas e a sua incidência sobre a agricultura familiar e a economia popular e solidária. Com a participação de João Paulo Couto e Alessandra Miranda da Brasileira, o grupo esteve reunido para discutir as Mudanças Climáticas e Gestão de Risco, Migrantes e Refugiados, Segurança Alimentar e Nutricional.

“De forma transversal, o Fracking entra como uma ameaça real em função dos impactos devastadores e contaminantes para as reservas de água, para a produção de alimentos e saúde das famílias”, afirmou Reginaldo Urbano Argentino, presidente da Cáritas Paraná e campaigner da 350.org Brasil e América Latina, movimento que coordena a COESUS.

Reginaldo destacou a importância da mobilização da Cáritas no Sul e todo Brasil na luta contra o Fracking e necessidade de bani-lo, seguindo o exemplo de outros países.

“Ajudar a erradicar tudo o que tenta contra a Vida existente em nosso planeta, a nossa Casa Comum como define a ‘Laudato Si’, é o caminho para construir uma verdadeira sociedade igualitária e democrática e um mundo Sustentável”, completou.

Também participaram na assessoria do evento o Pastor Werner Fuchs, um dos coordenadores Rede Evangélica Paranaense de Ação Social (Repas), Francisco Aquino – Professor do Departamento de Geologia da UFRGS, especialista em Mudanças Climáticas, e Elizete Sant’anna de Oliveira em Migração. Os três também estão engajados na luta para impedir que o fraturamento hidráulico aconteça do Brasil.

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Reginaldo Urbano e o pastor Werner Fuchs, à direita, que também integra o movimento contra o Fracking.

Para o coordenador de Campanhas Climáticas da 350.org e fundador da COESUS, Juliano Bueno de Araujo, “a campanha organizada por dezenas de organizações defende o direito de viver sem o shale gas, sem o gás de xisto, sem o gás da morte, sem o gás não convencional, sem está técnica exploratória conhecida como FRACKING”.

Fracking intensifica as mudanças climáticas

FRACKING é a tecnologia utilizada para a extração do gás de xisto. Milhões de litros de água são injetados no subsolo a altíssima pressão misturados com areia e um coquetel de mais de 720 substâncias químicas, muitas delas cancerígenas e radioativas. Parte dos resíduos permanece no subsolo contaminando os aquíferos. O que retorna à superfície contamina os rios e nascentes, o solo e o ar, além de provocar câncer nas pessoas e animais.

Onde o fraturamento hidráulico ocorre não há água para consumo humano, o solo torna-se infértil para a agricultura e são registrados severos problemas de saúde, como má formação congênita, esterilidade nas mulheres e homens, abortos e doenças crônicas respiratórias.

A tecnologia também está associada a terremotos pelas fortíssimas explosões na rocha do folhelho pirobetuminoso de xisto e ao agravamento do aquecimento global pela emissão do metano.

Por seus impactos severos e irreversíveis para o ambiente, produção de alimentos e saúde o fraturamento hidráulico já foi proibido em dezenas de países e deixa um legado de devastação e destruição onde é utilizado.

Por Silvia Calciolari

Fotos: COESUS/350Brasil