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Novembro 8, 2016

Juventude da Igreja Católica adere à campanha Não Fracking Brasil

Protesters gather outdoors holding yellow and white signs against fracking in Brazil. Large crowd stands under green trees in sunny park setting, demonstrating environmental concerns about Brazil's future.

Diocese de Umuarama, no Paraná, realiza todo ano encontro que reúne milhares de moças e rapazes visando formação religiosa e construção da cidadania. Este ano teve palestra sobre os riscos e perigos do Fracking e como podemos conter as mudanças climáticas

Por Silvia Calciolari

Foto e vídeo: Marcel Ribeiro/COESUS/350Brasil

A campanha Não Fracking Brasil recebeu o apoio de aproximadamente 4.500 jovens que estiveram em Cidade Gaúcha, no Paraná, participando do Dia Nacional da Juventude (DNJ). Organizado pela Diocese de Umuarama, o evento deste ano aconteceu em Cidade Gaúcha e teve módulos de pregações, atividades culturais e muita música com artistas do mundo católico.

A palestra sobre os riscos e perigos do Fracking e os impactos das mudanças climáticas foi dada por Reginaldo Urbano Argentino, coordenador da campanha de desinvestimento em combustíveis fósseis da 350.org Brasil, membro da COESUS – Coalizão Não Fracking Brasil pelo Clima, Água e Vida, e presidente da Cáritas Paraná.

Fracking é a tecnologia altamente poluente para extração do subsolo do gás de xisto que contamina os aquíferos, torna o solo infértil para a produção de alimentos e provoca câncer nas pessoas e animais. Além dos impactos ambientais, econômicos e sociais, o Fracking também está associado à ocorrência de terremotos e intensifica as mudanças climáticas. O metano liberado pelo fraturamento hidráulico é um gás de efeito estufa 86 vezes mais poluente que o dióxido de carbono.

Assista o vídeo que mostra o engajamento dos jovens na luta contra o Fracking, que saíram em passeata pelas ruas de Cidade Gaúcha, localizada a 570 quilômetros de Curitiba.

“O movimento contra o fraturamento hidráulico é uma campanha pela vida, desde o início até o seu fim, seguindo a orientação do Papa Francisco para cuidarmos da Casa Comum com amor e responsabilidade”, afirma Reginaldo. Para ele, o engajamento da juventude na luta contra essa tecnologia altamente poluente para exploração de gás de  xisto do subsolo, também conhecida como Fracking, “nos revigora e inspira a seguirmos na caminhada para a proibição total no Brasil e em qualquer lugar desse planeta”.

Dom Frei João Mamede Filho, Bispo de Umuarama, esteve na missa de abertura do Dia Nacional da Juventude e conclamou a população à se juntar na luta em defesa da água e da vida. Entusiasta da campanha Não Fracking Brasil e pelo desinvestimento nos combustíveis fósseis, Dom Mamede é defensor das energias renováveis como única alternativa para contermos o aquecimento global e evitarmos a destruição da Casa Comum, nos termos da ‘Laudato Si’, a Encíclica Verde do Papa Francisco.

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Baixo Carbono

Ainda no mês de outubro de 2016, o Dia de São Francisco de Assis (04) entrarou para a história como a data em que a Igreja Católica deu um grande passo na luta contra as mudanças climáticas. Nada menos do que sete instituições católicas de peso ao redor do mundo anunciaram globalmente sua adesão à campanha de desinvestimento do setor de combustíveis fósseis. Trata-se do maior anúncio conjunto feito pelo segmento religioso até o momento.

A Diocese Divino Espírito Santo de Umuarama, no Estado do Paraná, no Brasil, se apresenta não só como a primeira Diocese, mas também como a primeira instituição da América Latina a aderir ao desinvestimento. Sua proposta é reduzir as emissões de gases de efeito estufa, a fim de tornar-se uma Diocese de Baixo Carbono.

Além da Diocese de Umuarama, as outras seis instituições que se comprometeram com o desinvestimento são: os Padres Jesuítas do Alto Canadá; a Federação das Organizações Cristãs para o Serviço Voluntário Internacional (FOCSIV), na Itália; a Congregação das Irmãs de Apresentação de Maria da Austrália e Papua Nova Guiné; SSM Saúde, nos Estados Unidos; a Sociedade Missionária de São Columbano, baseada em Hong Kong e com presença em 14 países; e o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, em Milão e Nápoles, na Itália.