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Janeiro 26, 2018

Rumo a Brasília 2018: esquenta para o 8º Fórum Mundial da Água

A group of musicians performs with acoustic guitars on stage in a conference room. Two large screens display presentation slides behind them while an engaged audience sits in rows of chairs watching the performance.

Foz do Iguaçu foi uma das sete cidades a receber o Rumo a Brasília 2018, evento preparatório para o 8º Fórum Mundial da Água. O objetivo é capacitar e conscientizar a sociedade sobre a água, precioso recurso, fundamental para o desenvolvimento social, econômico e sustentável de qualquer nação.

Como um esquenta para o Fórum o encontro buscou integrar estudantes, pesquisadores, o governo, diversas empresas, associações e organizações não governamentais, além da sociedade civil. Foram discutidas propostas e soluções nas esferas econômica, política, tecnológica e cultural, para levar a Brasília.

Four environmental activists at a conference holding protest signs against fracking in Brazil, including "NÃO" and "350.org" placards, standing between white modern chairs in a presentation room.
Irani Braga, do Ministério da Integração Nacional, Mônica Queiroz, curadora da programação do Rumo a Brasília 2018, Glauco Kimura, do secretariado do 8° Fórum Mundial da Água, e Suelita Rocker, Coordenadora de Engajamento e Comunidades COESUS e 350.org Brasil.

Foram realizados três painéis ao longo do dia, que debateram temas como segurança hídrica, gestão participativa e desenvolvimento sustentável. As mudanças climáticas também foram abordadas, bem como a importância de ações de mitigação.

Os jovens tiveram uma importante participação no encontro e dominaram os debates. Para Karini Scarpari, do Coletivo Jovem da Bacia do Paraná, é importante dar espaço aos jovens para que apresentem contribuições e mais soluções possam ser debatidas.  “Quando se dá condições aos jovens, eles têm como atuar e apresentar resultados incríveis”, destaca.

A diverse group of youth activists hold protest signs in Portuguese about climate action and renewable energy. Signs display "350.org Brasil," "Não" (No), and "Renovaveis Já" (Renewables Now) advocating for environmental change.
Coletivo Jovem da Bacia do Paraná 3, que participou do Rumo a Brasília 2018.

8º Fórum Mundial da Água vem aí!

Pela primeira vez o Fórum Mundial da Água vai acontecer no Hemisfério Sul e deixará um importante legado para o Brasil. “Compartilhando Água” será o tema dessa oitava edição, que vai acontecer entre os dias 18 a 23 de março em Brasília, e reunirá representantes de diversos países.

Segundo Glauco Kimura, do secretariado do 8° Fórum Mundial da Água, “o Fórum é para todos: governos, empresários, organizações da sociedade civil, profissionais liberais e cidadãos. Todos estão convidados para participar”. Na programação estão previstos mais de 200 debates e atividades educativas, informativas e culturais.

Para Suelita Röcker, coordenadora de engajamento e comunidades da Coalizão Não Fracking Brasil pelo Clima, Água e Vida (COESUS) e da 350.org Brasil, o Fórum será uma oportunidade para falar sobre a ameaça de contaminação das águas pela  técnica do fraturamento hidráulico, o fracking, usado em projetos de exploração não convencional de petróleo e gás. “É importante levar o fracking para os debates nas oficinas durante o Fórum. Se queremos defender a água, precisamos impedir a sua contaminação. Fazemos isso informando as pessoas sobre os riscos que esse método apresenta para a água, e  à saúde humana também”, afirma.

Outro desafio que temos pela frente é a proteção das águas subterrâneas. Segundo Ricardo Hirata, vice-diretor do Centro de Pesquisas de Água Subterrâneas da USP, para que uma sociedade tenha mais segurança hídrica, é preciso utilizar os recursos de forma inteligente. “Para períodos de estiagem, mais água subterrânea; para período de chuvas, a água mais barata é a superficial. O balanço desses dois recursos vai permitir que as cidades sejam mais inteligentes e resilientes”, analisa Hirata.

O Aquífero Guarani é um grande exemplo de recurso que precisa ser protegido. Ele é uma das principais reservas de água doce do planeta, com presença na Argentina, Uruguai, Paraguai e Brasil, e que corre o risco de ser contaminado pela indústria do petróleo e do fracking.

“A 350.org América Latina e a Coalizão Latino-Americana contra o Fracking têm feito esforços para realizar campanhas contra o fracking e em defesa do Aquífero Guarani, como forma de promover a defesa da água, da vida e do meio ambiente, além de contribuir para uma transição para fontes de energia 100% renováveis, livres e justas para todos”, explica Nicole Figueiredo de Oliveira, diretora da 350.org Brasil e América Latina.

Continue acompanhando a 350.org Brasil e fique por dentro das ações que vão acontecer no mês de março!