Imprensa

Novembro 20, 2024

Organizações da sociedade civil pressionam G20 por mais ambição no financiamento de ações climáticas

Climate activists protest at G20 summit in Rio de Janeiro, displaying a large coin prop with Portuguese text demanding billionaires pay taxes for climate action, with beach and mountain backdrop.

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Fotos e vídeo disponíveis aqui

Organizações da sociedade civil integrantes da rede Observatório do Clima realizaram hoje (18/11), no Rio, uma manifestação para pressionar o G20, grupo que reúne os países com as maiores economias do mundo, a taxar os super-ricos e redirecionar esses recursos para financiar ações climáticas robustas. Os líderes do G20 reúnem-se na cidade até amanhã, sob a presidência brasileira. 

Uma moeda de 3 metros de altura foi instalada em frente ao Posto 12, na praia do Leblon, para expor a responsabilidade das nações mais ricas em liderar pelo exemplo o combate à crise climática. Os países do G20 são responsáveis por cerca de 80% das emissões dos gases de efeito estufa e concentram 80% da riqueza do mundo. 

Climate activists protest at G20 summit in Rio de Janeiro, displaying a large coin prop with Portuguese text demanding billionaires pay taxes for climate action, with beach and mountain backdrop.

Segundo as organizações, nenhum dos membros do G20 pode alegar falta de recursos se não taxar seus bilionários de forma justa e progressiva, e aplicando verbas para a adaptação à mudança de clima e a transição energética justa. 

O ato promovido hoje se conecta com a campanha “Taxa os Bi” e com outras iniciativas globais semelhantes, como o Dossiê Taxando os Bilionários.

O documento destaca oito bilionários como exemplos de que a tributação da super-riqueza poderia gerar trilhões de dólares para enfrentar a crise climática. Também descreve atividades prejudiciais que apoiam essas fortunas.

“Taxar os bilionários é uma medida justa e necessária para financiar soluções climáticas urgentes. Enquanto os super-ricos aumentam sua fortuna e pagam cada vez menos impostos, o planeta super aquece e milhões de pessoas pagam o preço injustamente. Os bilionários frequentemente pagam muito menos do que seria justo em impostos, enquanto contribuem de maneira desproporcional para a crise climática, que afeta de forma mais intensa as pessoas mais pobres em países ricos e as nações vulneráveis ao clima.” – Marcel Taminato, Coordenador de Alianças Estratégicas da 350.org 

“A crise climática escancara uma injustiça histórica e tributária que não pode mais ser ignorada. Enquanto poucos acumulam fortunas e escapam de uma taxação justa, bilhões enfrentam os impactos devastadores das mudanças climáticas. É inaceitável que países e populações que menos contribuíram para a crise sofram as piores consequências. A campanha TaxaOsBi traz essa responsabilidade para o centro do debate, promovendo justiça climática e social. Estamos exigindo uma medida simples e urgente: que 3 mil bilionários contribuam com uma taxação anual de 2% de suas fortunas para financiar a adaptação climática em regiões mais vulneráveis. Não podemos avançar no combate à crise climática sem enfrentar a desigualdade e a falta de justiça tributária.” – Lucas Louback, gestor de advocacy e campanhas no NOSSAS.

“É preciso cooperar internacionalmente para mobilizar recursos públicos novos, adicionais e livres de endividamento para o financiamento climático, especialmente para os países do Sul Global. A cooperação entre países possibilita taxar os super ricos e as empresas transnacionais, combater os fluxos financeiros ilícitos e acabar com paraísos fiscais.” – Nathalie Beghin, Colegiado de Gestão do Inesc (Instituto de Estudos Socioeconômicos).

“O G20 precisa sinalizar um compromisso sólido para manter viva a agenda climática global. Com a volta de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, a responsabilidade sobre os demais países, incluindo o Brasil, de demonstrar ambição e verdadeira liderança climática aumenta exponencialmente. “As nações mais ricas do mundo precisam assumir sua responsabilidade de financiar soluções climáticas e de natureza. A falta de acordo que implodiu a COP da Biodiversidade em Cali mostrou que o nível de compromisso dos países ainda é baixo, colocando em risco a agenda multilateral de clima.” – Tica Minami, Instituto Climainfo.

 

Informações para imprensa

Solange A. Barreira, em Baku
Observatório do Clima
+ 55 11 9 8108-7272 

Cristina Amorim, no Rio
Instituto Climainfo
+ 55 61 9 9127 6994