No melhor estilo ninguém solta a mão de ninguém, a série da GloboPlay Aruanas foi lançada no dia 3 de julho. Nos bastidores, uma vontade enorme de fazer a diferença, as maiores organizações não-governamentais do mundo reunidas: 350.org, Anistia Internacional, APIB, Conectas, Global Witness, Greenfaith, Greenpeace, IMAZON, IPAM, ISER, Instituto Alana, Instituto Betty & Jacob Lafer, Instituto Socio Ambiental, Justiça Global, Open Society Foundations, Rainforest Foundation, SOS Mata Atlântica, UN Environment, WWF Brasil.

É a primeira vez que uma série vai retratar como é a vida dos ativistas ambientais e essa pauta vem de encontro a um momento político muito crítico no país, que vêm afrouxando as leis e punições ambientais, e abrindo cerco para armamentos, caça, exploração fóssil e desmatamento.

Ficamos empolgados também em poder compartilhar um pouco da nossa profissão e suas funções representadas pelas atrizes Thaís Araújo (advogada e responsável pelo “advocacy“, navegando pelos três poderes para salvar pessoas usando a lei, na trama chamada de “lobista do bem”), Leandra Leal (ativista de frontline que tem contato direto com as comunidades), Débora Falabella (jornalista que faz reportagens de denúncia), e Thainá Duarte (estagiária que se descobre na profissão).

Para nós da 350.org, a expectativa é que a série leve alguns recados importantes para a sociedade por meio do entretenimento:

1- Sob aspecto da extração de fósseis, a série mostra o funcionamento de uma mina que polui a água, o ar e o solo, deixando milhares de pessoas doentes.

2- Sob aspecto de economia local, a série mostra o quanto as atividades econômicas se modificam para atender a demanda gerada pelas minas, por exemplo, a exploração sexual de menores

3- Sob aspecto político-jurídico, a série mostra como acontecem as articulações para liberarem as atividades de extração sob aspecto legal, mesmo que seja prejudicial a uma população local.

4- Sob aspecto de direitos humanos, a série mostra a cruel realidade dos indígenas que estão sendo dizimados, assim como os ativistas que trabalham pela causa ambiental em defesa da vida.

É um dado alarmante e muito triste, mas segundo a Global Witness, a vida dos ativistas latinos e brasileiros está em constante risco, pois 60% dos assassinatos acontecem na América Latina, e o Brasil é o país onde mais se mata ativistas em defesa da vida e do meio ambiente.

E é por entender que é também nosso papel ajudar a defender os defensores, que estamos trabalhando na campanha Defensores do Clima” em todo o mundo, amplificando suas vozes, ajudando a dar visibilidade às suas causas, ajudando a levar informação e atuando junto às comunidades.

Esperamos que a série ajude a trazer não apenas consciência, mas também o apoio da população a tantas causas urgentes e alarmantes que estão acontecendo no Brasil e no mundo.

CONHEÇA A CAMPANHA: Defensores do Clima

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Livia Lie – coordenadora de Campanhas Digitais da 350.org Brasil e América Latina, comunicóloga, e Voluntária da Coalizão Não Fracking Brasil pelo Clima Água e Vida.