{"id":128819,"date":"2012-10-08T17:42:30","date_gmt":"2012-10-08T17:42:30","guid":{"rendered":""},"modified":"2012-10-08T17:42:30","modified_gmt":"2012-10-08T17:42:30","slug":"segunda-sem-carne","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/350.org\/pt\/segunda-sem-carne\/","title":{"rendered":"Segunda sem carne"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; color: rgb(49, 58, 66); font-family: Verdana, arial, sans-serif; line-height: 21px; \"><strong style=\"font-style: inherit; \">O que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas t\u00eam a ver com o nosso atual padr\u00e3o de consumo de carnes?<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; color: rgb(49, 58, 66); font-family: Verdana, arial, sans-serif; line-height: 21px; text-align: center; \"><a href=\"https:\/\/world.350.org\/brasil\/files\/2012\/10\/561910_460809423963842_896778081_n.jpg\" style=\"font-weight: bold; color: rgb(8, 125, 174); \"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"wp-image-1719 aligncenter\" height=\"368\" src=\"https:\/\/world.350.org\/brasil\/files\/2012\/10\/561910_460809423963842_896778081_n.jpg\" style=\"border: 0px; \" title=\"561910_460809423963842_896778081_n\" width=\"525\"><\/a><\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; color: rgb(49, 58, 66); font-family: Verdana, arial, sans-serif; line-height: 21px; \">Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Agricultura e Alimenta\u00e7\u00e3o (FAO), muito. Desde 2006, a organiza\u00e7\u00e3o reconhece que aproximadamente&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.fao.org\/ag\/magazine\/0612sp1.htm\" style=\"font-weight: bold; color: rgb(8, 125, 174); \" target=\"_blank\">18% das emiss\u00f5es<\/a>&nbsp;globais de gases do efeito estufa (GEE) oriundas de atividades humanas v\u00eam precisamente do setor pecu\u00e1rio. Mais do que isso, a FAO alega que a produ\u00e7\u00e3o animal \u00e9 uma das maiores causas dos mais urgentes problemas ambientais, incluindo tamb\u00e9m polui\u00e7\u00e3o de terra e \u00e1gua e perda de biodiversidade.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; color: rgb(49, 58, 66); font-family: Verdana, arial, sans-serif; line-height: 21px; \">S\u00e3o muitas as raz\u00f5es pelas quais o setor pecu\u00e1rio \u00e9 t\u00e3o impactante sobre o meio ambiente, mas uma delas \u00e9 a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.news.cornell.edu\/releases\/aug97\/livestock.hrs.html\" style=\"font-weight: bold; color: rgb(8, 125, 174); \" target=\"_blank\">inefici\u00eancia no uso dos recursos alimentares<\/a>, j\u00e1 que grandes quantidades de ra\u00e7\u00e3o s\u00e3o utilizadas para produzir pequenas quantidades de carnes, latic\u00ednios e ovos. Disto decorre, por exemplo, que&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.hsi.org\/assets\/pdfs\/hsi-fa-white-papers\/relatorio_hsi_impactos_pecuaria.pdf\" style=\"font-weight: bold; color: rgb(8, 125, 174); \" target=\"_blank\">mais de 97%<\/a>&nbsp;do farelo de soja produzido em todo o mundo \u00e9 usado para alimenta\u00e7\u00e3o de animais, o que tamb\u00e9m ocorre com mais de 60% do milho e cevada.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; color: rgb(49, 58, 66); font-family: Verdana, arial, sans-serif; line-height: 21px; \">Por estes e outros motivos, o desmatamento na Amaz\u00f4nia brasileira tem, hoje, a pecu\u00e1ria como sua&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.casacivil.gov.br\/.arquivos\/pasta.2010-08-02.3288787907\/ppcdam_Parte3.pdf\" style=\"font-weight: bold; color: rgb(8, 125, 174); \" target=\"_blank\">causa principal<\/a>. O desmatamento da Amaz\u00f4nia, por sua vez, emite mais gases de efeito estufa do que qualquer outra fonte de emiss\u00f5es no nosso pa\u00eds. O Brasil tem hoje mais bois do que gente e \u00e9 o maior exportador de carne bovina e de frango do mundo. Tamanho crescimento deste setor implica n\u00e3o apenas em impactos sobre as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e o meio ambiente, mas tamb\u00e9m sobre a sa\u00fade das pessoas e o bem-estar dos animais. Enquanto isso, o consumo&nbsp;<em>per capita<\/em>&nbsp;de carnes do brasileiro e da brasileira s\u00f3 aumenta, atingindo a marca de cerca de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.economist.com\/blogs\/graphicdetail\/2012\/04\/daily-chart-17\" style=\"font-weight: bold; color: rgb(8, 125, 174); \" target=\"_blank\">220 gramas<\/a>&nbsp;por pessoa por dia \u2014 um exagero em rela\u00e7\u00e3o a qualquer padr\u00e3o de refer\u00eancia do mundo.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; color: rgb(49, 58, 66); font-family: Verdana, arial, sans-serif; line-height: 21px; \">Existem v\u00e1rias propostas por a\u00ed para fazermos a nossa parte na redu\u00e7\u00e3o de tamanhos impactos do setor pecu\u00e1rio. Uma delas, que tem demonstrado ter um bom apelo junto \u00e0 sociedade, \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es e mesmo aos governos \u00e9 a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.segundasemcarne.com.br\/\" style=\"font-weight: bold; color: rgb(8, 125, 174); \" target=\"_blank\">Segunda Sem Carne<\/a>. F\u00e1cil: um dia por semana, tire a carne do prato&nbsp;\u2014 e descubra novos sabores. Presente em&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.meatlessmonday.com\/international\/\" style=\"font-weight: bold; color: rgb(8, 125, 174); \" target=\"_blank\">mais de vinte pa\u00edses<\/a>, a campanha conta com o apoio de dezenas de institui\u00e7\u00f5es e celebridades, incluindo a Prefeitura de S\u00e3o Paulo e o ex-Beatle Paul McCartney, padrinho da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.meatfreemondays.com\/\" style=\"font-weight: bold; color: rgb(8, 125, 174); \" target=\"_blank\">campanha na Inglaterra<\/a>. Longe de \u201capontar o dedo\u201d ou exigir mudan\u00e7as dr\u00e1sticas em h\u00e1bitos de consumo, a Segunda Sem Carne parece uma maneira particularmente amig\u00e1vel e poderosa de reduzir os impactos do nosso comportamento de consumo sobre o meio ambiente, os animais e as pessoas.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; color: rgb(49, 58, 66); font-family: Verdana, arial, sans-serif; line-height: 21px; \">Por tudo isso, a&nbsp;350.org&nbsp;Brasil apoia a Segunda Sem Carne. E voc\u00ea? Vai aderir?<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; color: rgb(49, 58, 66); font-family: Verdana, arial, sans-serif; line-height: 21px; text-align: center; \"><a href=\"https:\/\/world.350.org\/brasil\/files\/2012\/10\/logo_SSC_EuApoio.jpg\" style=\"font-weight: bold; color: rgb(8, 125, 174); \"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"aligncenter  wp-image-1720\" height=\"270\" src=\"https:\/\/world.350.org\/brasil\/files\/2012\/10\/logo_SSC_EuApoio.jpg\" style=\"border: 0px; \" title=\"adesivos APOIO\" width=\"318\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; color: rgb(49, 58, 66); font-family: Verdana, arial, sans-serif; line-height: 21px; \"><strong style=\"font-style: inherit; \">O que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas t\u00eam a ver com o nosso atual padr\u00e3o de consumo de carnes?<\/strong><\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; color: rgb(49, 58, 66); font-family: Verdana, arial, sans-serif; line-height: 21px; text-align: center; \"><a href=\"https:\/\/world.350.org\/brasil\/files\/2012\/10\/561910_460809423963842_896778081_n.jpg\" style=\"font-weight: bold; color: rgb(8, 125, 174); \"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"wp-image-1719 aligncenter\" height=\"368\" src=\"https:\/\/world.350.org\/brasil\/files\/2012\/10\/561910_460809423963842_896778081_n.jpg\" style=\"border: 0px; \" title=\"561910_460809423963842_896778081_n\" width=\"525\"><\/a><\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; color: rgb(49, 58, 66); font-family: Verdana, arial, sans-serif; line-height: 21px; \">Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Agricultura e Alimenta\u00e7\u00e3o (FAO), muito. Desde 2006, a organiza\u00e7\u00e3o reconhece que aproximadamente&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.fao.org\/ag\/magazine\/0612sp1.htm\" style=\"font-weight: bold; color: rgb(8, 125, 174); \" target=\"_blank\">18% das emiss\u00f5es<\/a>&nbsp;globais de gases do efeito estufa (GEE) oriundas de atividades humanas v\u00eam precisamente do setor pecu\u00e1rio. Mais do que isso, a FAO alega que a produ\u00e7\u00e3o animal \u00e9 uma das maiores causas dos mais urgentes problemas ambientais, incluindo tamb\u00e9m polui\u00e7\u00e3o de terra e \u00e1gua e perda de biodiversidade.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; color: rgb(49, 58, 66); font-family: Verdana, arial, sans-serif; line-height: 21px; \">S\u00e3o muitas as raz\u00f5es pelas quais o setor pecu\u00e1rio \u00e9 t\u00e3o impactante sobre o meio ambiente, mas uma delas \u00e9 a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.news.cornell.edu\/releases\/aug97\/livestock.hrs.html\" style=\"font-weight: bold; color: rgb(8, 125, 174); \" target=\"_blank\">inefici\u00eancia no uso dos recursos alimentares<\/a>, j\u00e1 que grandes quantidades de ra\u00e7\u00e3o s\u00e3o utilizadas para produzir pequenas quantidades de carnes, latic\u00ednios e ovos. Disto decorre, por exemplo, que&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.hsi.org\/assets\/pdfs\/hsi-fa-white-papers\/relatorio_hsi_impactos_pecuaria.pdf\" style=\"font-weight: bold; color: rgb(8, 125, 174); \" target=\"_blank\">mais de 97%<\/a>&nbsp;do farelo de soja produzido em todo o mundo \u00e9 usado para alimenta\u00e7\u00e3o de animais, o que tamb\u00e9m ocorre com mais de 60% do milho e cevada.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; color: rgb(49, 58, 66); font-family: Verdana, arial, sans-serif; line-height: 21px; \">Por estes e outros motivos, o desmatamento na Amaz\u00f4nia brasileira tem, hoje, a pecu\u00e1ria como sua&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.casacivil.gov.br\/.arquivos\/pasta.2010-08-02.3288787907\/ppcdam_Parte3.pdf\" style=\"font-weight: bold; color: rgb(8, 125, 174); \" target=\"_blank\">causa principal<\/a>. O desmatamento da Amaz\u00f4nia, por sua vez, emite mais gases de efeito estufa do que qualquer outra fonte de emiss\u00f5es no nosso pa\u00eds. O Brasil tem hoje mais bois do que gente e \u00e9 o maior exportador de carne bovina e de frango do mundo. Tamanho crescimento deste setor implica n\u00e3o apenas em impactos sobre as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e o meio ambiente, mas tamb\u00e9m sobre a sa\u00fade das pessoas e o bem-estar dos animais. Enquanto isso, o consumo&nbsp;<em>per capita<\/em>&nbsp;de carnes do brasileiro e da brasileira s\u00f3 aumenta, atingindo a marca de cerca de&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.economist.com\/blogs\/graphicdetail\/2012\/04\/daily-chart-17\" style=\"font-weight: bold; color: rgb(8, 125, 174); \" target=\"_blank\">220 gramas<\/a>&nbsp;por pessoa por dia \u2014 um exagero em rela\u00e7\u00e3o a qualquer padr\u00e3o de refer\u00eancia do mundo.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; color: rgb(49, 58, 66); font-family: Verdana, arial, sans-serif; line-height: 21px; \">Existem v\u00e1rias propostas por a\u00ed para fazermos a nossa parte na redu\u00e7\u00e3o de tamanhos impactos do setor pecu\u00e1rio. Uma delas, que tem demonstrado ter um bom apelo junto \u00e0 sociedade, \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es e mesmo aos governos \u00e9 a&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.segundasemcarne.com.br\/\" style=\"font-weight: bold; color: rgb(8, 125, 174); \" target=\"_blank\">Segunda Sem Carne<\/a>. F\u00e1cil: um dia por semana, tire a carne do prato&nbsp;\u2014 e descubra novos sabores. Presente em&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.meatlessmonday.com\/international\/\" style=\"font-weight: bold; color: rgb(8, 125, 174); \" target=\"_blank\">mais de vinte pa\u00edses<\/a>, a campanha conta com o apoio de dezenas de institui\u00e7\u00f5es e celebridades, incluindo a Prefeitura de S\u00e3o Paulo e o ex-Beatle Paul McCartney, padrinho da&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.meatfreemondays.com\/\" style=\"font-weight: bold; color: rgb(8, 125, 174); \" target=\"_blank\">campanha na Inglaterra<\/a>. Longe de \u201capontar o dedo\u201d ou exigir mudan\u00e7as dr\u00e1sticas em h\u00e1bitos de consumo, a Segunda Sem Carne parece uma maneira particularmente amig\u00e1vel e poderosa de reduzir os impactos do nosso comportamento de consumo sobre o meio ambiente, os animais e as pessoas.<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; color: rgb(49, 58, 66); font-family: Verdana, arial, sans-serif; line-height: 21px; \">Por tudo isso, a&nbsp;350.org&nbsp;Brasil apoia a Segunda Sem Carne. E voc\u00ea? Vai aderir?<\/p>\n<p style=\"margin: 0px 0px 15px; padding: 0px; color: rgb(49, 58, 66); font-family: Verdana, arial, sans-serif; line-height: 21px; text-align: center; \"><a href=\"https:\/\/world.350.org\/brasil\/files\/2012\/10\/logo_SSC_EuApoio.jpg\" style=\"font-weight: bold; color: rgb(8, 125, 174); \"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" class=\"aligncenter  wp-image-1720\" height=\"270\" src=\"https:\/\/world.350.org\/brasil\/files\/2012\/10\/logo_SSC_EuApoio.jpg\" style=\"border: 0px; \" title=\"adesivos APOIO\" width=\"318\"><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":16243,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[],"tags":[],"class_list":["post-128819","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v26.9 (Yoast SEO v28.3) - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-premium-wordpress\/ -->\n<title>Segunda sem carne - 350 Portugu\u00eas<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/350.org\/pt\/segunda-sem-carne\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Segunda sem carne\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"&nbsp;O que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas t\u00eam a ver com o nosso atual padr\u00e3o de consumo de carnes?Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Agricultura e Alimenta\u00e7\u00e3o (FAO), muito. Desde 2006, a organiza\u00e7\u00e3o reconhece que aproximadamente&nbsp;18% das emiss\u00f5es&nbsp;globais de gases do efeito estufa (GEE) oriundas de atividades humanas v\u00eam precisamente do setor pecu\u00e1rio. Mais do que isso, a FAO alega que a produ\u00e7\u00e3o animal \u00e9 uma das maiores causas dos mais urgentes problemas ambientais, incluindo tamb\u00e9m polui\u00e7\u00e3o de terra e \u00e1gua e perda de biodiversidade.S\u00e3o muitas as raz\u00f5es pelas quais o setor pecu\u00e1rio \u00e9 t\u00e3o impactante sobre o meio ambiente, mas uma delas \u00e9 a&nbsp;inefici\u00eancia no uso dos recursos alimentares, j\u00e1 que grandes quantidades de ra\u00e7\u00e3o s\u00e3o utilizadas para produzir pequenas quantidades de carnes, latic\u00ednios e ovos. Disto decorre, por exemplo, que&nbsp;mais de 97%&nbsp;do farelo de soja produzido em todo o mundo \u00e9 usado para alimenta\u00e7\u00e3o de animais, o que tamb\u00e9m ocorre com mais de 60% do milho e cevada.Por estes e outros motivos, o desmatamento na Amaz\u00f4nia brasileira tem, hoje, a pecu\u00e1ria como sua&nbsp;causa principal. O desmatamento da Amaz\u00f4nia, por sua vez, emite mais gases de efeito estufa do que qualquer outra fonte de emiss\u00f5es no nosso pa\u00eds. O Brasil tem hoje mais bois do que gente e \u00e9 o maior exportador de carne bovina e de frango do mundo. Tamanho crescimento deste setor implica n\u00e3o apenas em impactos sobre as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e o meio ambiente, mas tamb\u00e9m sobre a sa\u00fade das pessoas e o bem-estar dos animais. Enquanto isso, o consumo&nbsp;per capita&nbsp;de carnes do brasileiro e da brasileira s\u00f3 aumenta, atingindo a marca de cerca de&nbsp;220 gramas&nbsp;por pessoa por dia \u2014 um exagero em rela\u00e7\u00e3o a qualquer padr\u00e3o de refer\u00eancia do mundo.Existem v\u00e1rias propostas por a\u00ed para fazermos a nossa parte na redu\u00e7\u00e3o de tamanhos impactos do setor pecu\u00e1rio. Uma delas, que tem demonstrado ter um bom apelo junto \u00e0 sociedade, \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es e mesmo aos governos \u00e9 a&nbsp;Segunda Sem Carne. F\u00e1cil: um dia por semana, tire a carne do prato&nbsp;\u2014 e descubra novos sabores. Presente em&nbsp;mais de vinte pa\u00edses, a campanha conta com o apoio de dezenas de institui\u00e7\u00f5es e celebridades, incluindo a Prefeitura de S\u00e3o Paulo e o ex-Beatle Paul McCartney, padrinho da&nbsp;campanha na Inglaterra. Longe de \u201capontar o dedo\u201d ou exigir mudan\u00e7as dr\u00e1sticas em h\u00e1bitos de consumo, a Segunda Sem Carne parece uma maneira particularmente amig\u00e1vel e poderosa de reduzir os impactos do nosso comportamento de consumo sobre o meio ambiente, os animais e as pessoas.Por tudo isso, a&nbsp;350.org&nbsp;Brasil apoia a Segunda Sem Carne. E voc\u00ea? 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Desde 2006, a organiza\u00e7\u00e3o reconhece que aproximadamente&nbsp;18% das emiss\u00f5es&nbsp;globais de gases do efeito estufa (GEE) oriundas de atividades humanas v\u00eam precisamente do setor pecu\u00e1rio. Mais do que isso, a FAO alega que a produ\u00e7\u00e3o animal \u00e9 uma das maiores causas dos mais urgentes problemas ambientais, incluindo tamb\u00e9m polui\u00e7\u00e3o de terra e \u00e1gua e perda de biodiversidade.S\u00e3o muitas as raz\u00f5es pelas quais o setor pecu\u00e1rio \u00e9 t\u00e3o impactante sobre o meio ambiente, mas uma delas \u00e9 a&nbsp;inefici\u00eancia no uso dos recursos alimentares, j\u00e1 que grandes quantidades de ra\u00e7\u00e3o s\u00e3o utilizadas para produzir pequenas quantidades de carnes, latic\u00ednios e ovos. Disto decorre, por exemplo, que&nbsp;mais de 97%&nbsp;do farelo de soja produzido em todo o mundo \u00e9 usado para alimenta\u00e7\u00e3o de animais, o que tamb\u00e9m ocorre com mais de 60% do milho e cevada.Por estes e outros motivos, o desmatamento na Amaz\u00f4nia brasileira tem, hoje, a pecu\u00e1ria como sua&nbsp;causa principal. O desmatamento da Amaz\u00f4nia, por sua vez, emite mais gases de efeito estufa do que qualquer outra fonte de emiss\u00f5es no nosso pa\u00eds. O Brasil tem hoje mais bois do que gente e \u00e9 o maior exportador de carne bovina e de frango do mundo. Tamanho crescimento deste setor implica n\u00e3o apenas em impactos sobre as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e o meio ambiente, mas tamb\u00e9m sobre a sa\u00fade das pessoas e o bem-estar dos animais. Enquanto isso, o consumo&nbsp;per capita&nbsp;de carnes do brasileiro e da brasileira s\u00f3 aumenta, atingindo a marca de cerca de&nbsp;220 gramas&nbsp;por pessoa por dia \u2014 um exagero em rela\u00e7\u00e3o a qualquer padr\u00e3o de refer\u00eancia do mundo.Existem v\u00e1rias propostas por a\u00ed para fazermos a nossa parte na redu\u00e7\u00e3o de tamanhos impactos do setor pecu\u00e1rio. Uma delas, que tem demonstrado ter um bom apelo junto \u00e0 sociedade, \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es e mesmo aos governos \u00e9 a&nbsp;Segunda Sem Carne. F\u00e1cil: um dia por semana, tire a carne do prato&nbsp;\u2014 e descubra novos sabores. Presente em&nbsp;mais de vinte pa\u00edses, a campanha conta com o apoio de dezenas de institui\u00e7\u00f5es e celebridades, incluindo a Prefeitura de S\u00e3o Paulo e o ex-Beatle Paul McCartney, padrinho da&nbsp;campanha na Inglaterra. 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