{"id":129716,"date":"2014-11-06T15:27:36","date_gmt":"2014-11-06T18:27:36","guid":{"rendered":"https:\/\/350.org\/pt\/?p=129716"},"modified":"2014-11-06T15:32:29","modified_gmt":"2014-11-06T18:32:29","slug":"catastrofes-colocam-a-questao-climatica-na-pauta-da-midia-tradicional-mas-mudancas-de-habitos-sao-incentivadas-especialmente-pelas-interacoes-nos-meios-digitais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/350.org\/pt\/catastrofes-colocam-a-questao-climatica-na-pauta-da-midia-tradicional-mas-mudancas-de-habitos-sao-incentivadas-especialmente-pelas-interacoes-nos-meios-digitais\/","title":{"rendered":"Cat\u00e1strofes colocam a quest\u00e3o clim\u00e1tica na pauta da m\u00eddia, mas as mudan\u00e7as de h\u00e1bitos s\u00e3o incentivadas nos meios digitais"},"content":{"rendered":"<div class=\"principal col-6\" style=\"color: #555555;\">\n<div class=\"conteudo\">\n<div class=\"post\">\n<p>Cat\u00e1strofes colocam a quest\u00e3o clim\u00e1tica na pauta da m\u00eddia tradicional, mas mudan\u00e7as de h\u00e1bitos s\u00e3o incentivadas especialmente pelas intera\u00e7\u00f5es nos meios digitais<\/p>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter  wp-image-33248\" src=\"https:\/\/www.pagina22.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/10\/REP-CONSCIENTIZA%C3%87%C3%83O.jpg\" alt=\"REP CONSCIENTIZA\u00c7\u00c3O\" width=\"598\" height=\"421\" \/>\n<p><a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/www.pagina22.com.br\/index.php\/2014\/10\/para-acordar\/\">Para acordar<\/a>\u00a0A conscientiza\u00e7\u00e3o<strong>\u00a0[1]<\/strong>sobre mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e suas consequ\u00eancias tem sido um desafio para diversas institui\u00e7\u00f5es, como a academia, o Terceiro Setor, o Estado e, claro, a imprensa. Que o tema tem estado na m\u00eddia muito mais do que h\u00e1 dez anos, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida. Em 2009, por exemplo, o Brasil foi o pa\u00eds que mandou o maior n\u00famero de jornalistas para Confer\u00eancia das Partes da ONU sobre Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica (COP-15), em Copenhague. Mas isso n\u00e3o quer dizer, necessariamente, que o p\u00fablico esteja mais bem informado com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s causas da mudan\u00e7a clim\u00e1tica. Na verdade, parece n\u00e3o haver rela\u00e7\u00e3o direta entre a quantidade de reportagens ou de espa\u00e7o na m\u00eddia e o despertar de um posicionamento mais consciente por parte do p\u00fablico acerca do assunto.<\/p>\n<blockquote style=\"font-style: italic;\"><p><strong>[1]<\/strong>\u00a0<b>O artigo 6\u00ba da Conven\u00e7\u00e3o do Clima,\u00a0<a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/www.onu.org.br\/rio20\/img\/2012\/01\/convencao_clima.pdf\" target=\"_blank\">documento<\/a>\u00a0redigido na Eco-92, no Rio de Janeiro, em reconhecimento ao apelo da comunidade cient\u00edfica para a mudan\u00e7a do clima, trata da conscientiza\u00e7\u00e3o p\u00fablica.<\/b><\/p><\/blockquote>\n<p>Conex\u00f5es b\u00e1sicas, por exemplo, de causa e efeito, fundamentais para a compreens\u00e3o de um tema t\u00e3o complexo, s\u00e3o deixadas de lado. Essas rela\u00e7\u00f5es tendem a aparecer mais em momentos de crise, como a da \u00e1gua, vivida agora em S\u00e3o Paulo. Situa\u00e7\u00f5es extremas parecem ser as mais prop\u00edcias para a comunica\u00e7\u00e3o de temas da agenda clim\u00e1tica. O espa\u00e7o que ganham na m\u00eddia eventos como deslizamentos de encostas, enchentes e secas s\u00e3o \u201cganchos\u201d para trazer o assunto \u00e0 tona.<\/p>\n<p>\u201cDepois da crise da \u00e1gua, o discurso da gest\u00e3o e da conserva\u00e7\u00e3o fica mais importante. Vai faltar energia tamb\u00e9m. N\u00e3o tem como ignorar\u201d, resume a advogada Nicole Oliveira, l\u00edder da equipe na Am\u00e9rica Latina da 350.org (entidade que organizou, em setembro, a Marcha Popular pelo Clima, em Nova York \u2013 a maior j\u00e1 realizada no planeta).<\/p>\n<p>\u201cOs temas aparecem, mas n\u00e3o s\u00e3o aprofundados. N\u00e3o se fala da influ\u00eancia da Amaz\u00f4nia no regime das chuvas no Sudeste, por exemplo\u201d, afirma o veterano jornalista Washington Novaes, pioneiro na abordagem de temas ambientais no Brasil (mais sobre o assunto em entrevista com\u00a0<a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/www.pagina22.com.br\/?p=33235\" target=\"_blank\">Tasso Azevedo<\/a>).<\/p>\n<p>A quest\u00e3o \u00e9 que o problema clim\u00e1tico \u00e9 t\u00e3o grande que muita gente prefere nem pensar nele, pois sua solu\u00e7\u00e3o parece fora de alcance. \u00c9 o que diz o antrop\u00f3logo Eduardo Viveiros de Castro, em entrevista recente \u00e0 jornalista Eliane Brum, publicada no jornal El Pa\u00eds\u00a0<strong>[2].<\/strong>\u00a0Viveiros recorre ao pensador alem\u00e3o G\u00fcnther Anders e sua no\u00e7\u00e3o de fen\u00f4menos supraliminares. A ideia \u00e9 que, da mesma forma que existem os fen\u00f4menos pequeninos, coisas que o cidad\u00e3o v\u00ea mas n\u00e3o enxerga (<em>fen\u00f4menos subliminares, abaixo da linha da percep\u00e7\u00e3o<\/em>), tamb\u00e9m existem aqueles que s\u00e3o grandes demais. S\u00e3o t\u00e3o grandes que n\u00e3o conseguimos nem ver, nem imaginar. Castro situa a mudan\u00e7a clim\u00e1tica nessa categoria. Segundo ele, as pessoas ficam paralisadas.<\/p>\n<blockquote style=\"font-style: italic;\"><p><strong>[2]<\/strong>\u00a0<b>Acesse a entrevista de\u00a0<a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2014\/09\/29\/opinion\/1412000283_365191.html\" target=\"_blank\">Viveiros de Castro<\/a><\/b><\/p><\/blockquote>\n<p>\u201cFicamos com o papel de cavaleiros do apocalipse. Quando come\u00e7amos a falar muito das consequ\u00eancias da mudan\u00e7a clim\u00e1tica, as pessoas se sentem impotentes, se deprimem\u201d, explica Nicole, da 350.org.<\/p>\n<p>Para o professor do curso de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Redes Digitais, Terceiro Setor e Sustentabilidade da Escola de Comunica\u00e7\u00e3o e Artes da Universidade de S\u00e3o Paulo (ECA\/USP), Massimo di Felice, o assunto \u00e9 dif\u00edcil, mas a boa not\u00edcia \u00e9 que ele est\u00e1 nas redes digitais. \u201cHoje, parte da popula\u00e7\u00e3o sabe que \u00e9 necess\u00e1rio interromper esse desenvolvimento suicida, que j\u00e1 mostra efeitos na vida cotidiana. H\u00e1 15 ou 20 anos, esse conhecimento era restrito aos cientistas e a uma elite de militantes ecol\u00f3gicos.\u201d<\/p>\n<p>Segungo Di Felice, \u00e9 evidente que a discuss\u00e3o mais aprofundada sobre a quest\u00e3o n\u00e3o estar\u00e1 nos meios de comunica\u00e7\u00e3o tradicionais. De acordo com ele, existem hoje duas culturas comunicativas opostas. Uma secular, representada pelos meios de massa tradicionais. E outra, digital, que ele chama de arquitetura da intera\u00e7\u00e3o. O grande problema, diz, s\u00e3o os meios tradicionais, que ocupam seus espa\u00e7os editoriais com financiamento pol\u00edtico, ligado a lobbies que financiam partidos, e com financiamento de publicidade tamb\u00e9m. \u201cObviamente, nesses ve\u00edculos, a quest\u00e3o ambiental n\u00e3o vai figurar de maneira aprofundada. Vai entrar de forma pontual, e dividindo espa\u00e7o com as fofocas, com as efem\u00e9rides\u201d, analisa.<\/p>\n<p>Na vis\u00e3o de Deborah Danowski, fil\u00f3sofa, professora da PUC-RJ e estudiosa das quest\u00f5es ambientais, h\u00e1 um problema de forma\u00e7\u00e3o dos profissionais da imprensa, mas n\u00e3o s\u00f3 isso. \u201cNot\u00edcias sobre eventos clim\u00e1ticos s\u00e3o tradicionalmente veiculadas por meteorologistas, que n\u00e3o v\u00e3o muito al\u00e9m da escala local e descritiva. E n\u00e3o h\u00e1, por parte das empresas que os empregam, nenhum interesse em incentiv\u00e1-los a oferecer uma vis\u00e3o mais cr\u00edtica sobre o que est\u00e1 se passando. Porque isso significaria atribuir responsabilidades\u201d, resume.<\/p>\n<p>Di Felice observa ainda que, enquanto a forma tradicional de comunicar produz consenso (ou seja: fala para um cidad\u00e3o-eleitor, aquele que elege um candidato), as m\u00eddias digitais \u201crealizam cidadania\u201d. Entretanto, o que qualquer um pode confirmar ao abrir sua linha do tempo nas redes digitais da vida \u00e9, muitas vezes, um comportamento quase infantil: postam-se muitas fotos, xinga-se muito. Mas faltam an\u00e1lises que sigam al\u00e9m da reclama\u00e7\u00e3o e do senso comum.<\/p>\n<p>\u201cEm parte esse approach continua sendo superficial, mas em parte n\u00e3o\u201d, pondera Di Felice. \u201cPercebemos, por exemplo, como \u00e9 eficaz na quest\u00e3o das mudan\u00e7as de h\u00e1bitos. O discurso do uso da bicicleta se disseminou e ganhou apoio em pouqu\u00edssimo tempo. Foi uma transforma\u00e7\u00e3o que se espalhou rapidamente, na contram\u00e3o do olhar do poder e dos meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa.\u201d<\/p>\n<p>Deborah Danowski diz que as m\u00eddias digitais (que ela chama de alternativas) est\u00e3o tendo um papel important\u00edssimo. \u201cNa TV aberta s\u00f3 se fala no tema, em geral, depois das onze da noite, em pequenos blocos intercalados por an\u00fancios de carros 4 X 4 superpoluentes. A impress\u00e3o que d\u00e1 \u00e9 de que as express\u00f5es \u2018mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, aquecimento global, crise ecol\u00f3gica\u2019 e outras s\u00e3o proibidas em hor\u00e1rio nobre\u201d, sugere.<\/p>\n<p><strong>O QUE QUEREMOS?<\/strong><\/p>\n<p>Se as m\u00eddias digitais s\u00e3o por excel\u00eancia o espa\u00e7o de comunica\u00e7\u00e3o e fomento de transforma\u00e7\u00f5es, o mesmo n\u00e3o se pode dizer do ambiente pol\u00edtico \u2013 ao menos no Brasil. Causou apreens\u00e3o o fato de que os debates e os programas eleitorais gratuitos durante o primeiro turno das elei\u00e7\u00f5es de 2014 praticamente n\u00e3o tenham abordado a quest\u00e3o das emiss\u00f5es de gases de efeito estufa e suas consequ\u00eancias para clima \u2013 o que se repetiu e se acentuou no segundo turno, em que n\u00e3o havia candidatos exatamente identificados com as \u201cbandeiras\u201d ambientais.<\/p>\n<p>O combate \u00e0 mudan\u00e7a clim\u00e1tica pouco figura tamb\u00e9m entre as preocupa\u00e7\u00f5es dos jovens brasileiros, conforme o levantamento Juventude Levada em Conta, feito pela Comiss\u00e3o Nacional de Popula\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento (CNPD), ligada \u00e0 Secretaria de Assuntos Estrat\u00e9gicos da Presid\u00eancia da Rep\u00fablica (SAE). O quesito aparece em \u00faltimo lugar entre as 16 prioridades de jovens entre 15 e 29 anos, cerca de 26% da popula\u00e7\u00e3o brasileira. A pesquisa de campo, feita pelo Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea), em maio de 2013, ouviu mais de 10 mil pessoas. Cada entrevistado escolheu, entre 16 temas, quais seriam suas seis maiores prioridades.<\/p>\n<p>Para Di Felice, essa realidade vai mudar rapidamente. \u201cTodo conhecimento daqui para a frente est\u00e1 ligado \u00e0 extin\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie humana na Terra. Ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 uma quest\u00e3o apenas de ganhar as pessoas para a causa. \u00c9 entender que n\u00e3o h\u00e1 mais causa.\u201d<\/p>\n<p>A julgar pela magnitude da Marcha pelo Clima realizada em Nova York, parece que o mundo come\u00e7ou a entender que, de fato, esta \u00e9 a \u00fanica causa. Foi a maior passeata pelo clima da Hist\u00f3ria e reuniu 400 mil pessoas nas ruas da cidade. A expectativa de ades\u00e3o era de 100 mil a 150 mil pessoas. A passeata ocorreu dias antes da Assembleia Geral da ONU, tamb\u00e9m em Nova York, e concomitantemente em v\u00e1rias cidades, como Rio de Janeiro, Paris, Sydney, Madri, Bogot\u00e1 e Buenos Aires.<\/p>\n<p>\u201cNo Rio caiu um vendaval, e isso atrapalhou a marcha. T\u00ednhamos uma previs\u00e3o de 2 mil pessoas, mas apareceram 400\u201d, afirma Nicole Oliveira, da 350.org, ressaltando que, pelas condi\u00e7\u00f5es impostas pelo mau tempo, at\u00e9 que foi um bom n\u00famero.<\/p>\n<p>Para ela, as m\u00eddias sociais tiveram um papel importante para o sucesso da marcha nova-iorquina, mas a uni\u00e3o de for\u00e7as do setor ambientalista \u00e9 que foi decisiva, mostrando uma boa capacidade de articula\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es da sociedade civil.<\/p>\n<p><strong>CONSUMO E LUCRO<\/strong><\/p>\n<p>Bandeira que une gregos e troianos na luta pela redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es, a mudan\u00e7a nos padr\u00f5es de consumo acaba aparecendo, mas sempre de maneira tangencial, nas discuss\u00f5es sobre \u201co que cada um pode fazer para melhorar o planeta\u201d. E isso tanto nas redes sociais da internet como nos meios de comunica\u00e7\u00e3o de massa.<\/p>\n<p>No estudo Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas na Imprensa Brasileira<strong>\u00a0[3]<\/strong>, a Ag\u00eancia de Not\u00edcias dos Direitos da Inf\u00e2ncia (Andi) destacava que a perspectiva ambiental era a principal forma de reportar a quest\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, seguida da perspectiva econ\u00f4mica. Mas que, apesar de representarem quase 20% das mat\u00e9rias do universo pesquisado, entre os textos com vi\u00e9s econ\u00f4mico apenas 6% faziam, por exemplo, refer\u00eancia a padr\u00f5es de consumo das sociedades contempor\u00e2neas.<\/p>\n<blockquote style=\"font-style: italic;\"><p><strong>[3]Publicado em 2008 em parceria com a Embaixada Brit\u00e2nica, com base na cobertura de temas ambientais por 50 jornais di\u00e1rios brasileiros<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>Em 2010, a mestranda do Instituto de Pesquisas Energ\u00e9ticas e Nucleares (Ipen), Lilian de Oliveira Bueno, confirmou essa tend\u00eancia em seu trabalho Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas no Contexto das Ci\u00eancias e da Divulga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica. De acordo com a pesquisa, o tema raramente aparece relacionado a padr\u00f5es de consumo. \u201cFrequentemente [as mudan\u00e7as] s\u00e3o relacionadas \u00e0s emiss\u00f5es, crescimento populacional, desmatamento, degrada\u00e7\u00e3o ambiental e polui\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 praticamente irris\u00f3rio o n\u00famero de cita\u00e7\u00f5es aos padr\u00f5es de consumo\u201d, atesta o\u00a0<a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/www.teses.usp.br\/teses\/disponiveis\/85\/85134\/tde-12082011-143437\/pt-br.php\" target=\"_blank\">estudo<\/a>\u00a0.<\/p>\n<p>Para o professor Massimo di Felice, atacar meramente o consumo \u00e9 uma estrat\u00e9gia equivocada. \u201cO movimento ambientalista ataca o consumo. Mas ele \u00e9 nosso aliado. Tudo que \u00e9 vivo consome. Consumo significa tamb\u00e9m acesso a livros, a tecnologia, a cultura, fundamentais para nossa condi\u00e7\u00e3o de humanos\u201d, defende.<\/p>\n<p>A abordagem mais adequada seria combater o que Di Felice chama de \u201cconsumo est\u00e9ril\u201d, que se reduz a uma troca entre pessoas e objetos. J\u00e1 aquele consumo chamado de \u201cf\u00e9rtil\u201d, conecta o consumidor com as por\u00e7\u00f5es de recursos que ele est\u00e1 consumindo. \u201c\u00c9 o consumo de todo um processo, uma rela\u00e7\u00e3o em que n\u00e3o consumo apenas o celular, mas sei que tudo o que est\u00e1 l\u00e1 dentro \u2013 o sil\u00edcio, o cobre \u2013 me conecta \u00e0 Gaia.\u201d<\/p>\n<p>Coautor do livro\u00a0<em>Guerrilla Marketing Goes Green: Winning Strategies to Improve Your Profits and Your Planet<\/em><strong>[4]<\/strong>, Shel Horowitz diz que \u00e9 preciso pensar os recursos e as situa\u00e7\u00f5es de forma diferente, endere\u00e7ando os problemas de maneira pr\u00e1tica e\u2026 lucrando com isso. Ele cita o desperd\u00edcio e a m\u00e1 gest\u00e3o de recursos naturais como \u00e1reas em que se pode atuar para melhorar o planeta, e lucrar.<\/p>\n<blockquote style=\"font-style: italic;\"><p><strong>[4] O marketing de guerrilha fica verde: estrat\u00e9gias vencedoras para melhorar seus lucros e seu planeta, 2010, ainda sem tradu\u00e7\u00e3o no Brasil<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p>\u201cAcho que temos de motivar as pessoas n\u00e3o s\u00f3 pelo interesse planet\u00e1rio, mas em interesse pr\u00f3prio. Venho me dedicando a discutir como neg\u00f3cios podem prosperar justamente pela resolu\u00e7\u00e3o de nossos grandes problemas: fome, pobreza, guerra e as quest\u00f5es clim\u00e1ticas\u201d, explica Horowitz.<\/p>\n<p><strong>ENGAJAMENTO<\/strong><\/p>\n<p>Naturalmente, operar mudan\u00e7as nas formas de consumo e de lucro \u00e9 uma atribui\u00e7\u00e3o que caber\u00e1, cada vez mais, aos jovens \u2013 que ter\u00e3o de se ajeitar aos limites, j\u00e1 bastante saturados da Terra. Raquel Rosenberg, de 24 anos, est\u00e1 atenta ao desafio. Fundadora de um grupo chamado Engajamundo, ela se autointitula empreendedora social, e incrementou sua rede de engajamento durante a Rio+20.<\/p>\n<p>\u201cV\u00edamos jovens da Europa, dos Estados Unidos, do Canad\u00e1, da Nova Zel\u00e2ndia e da Austr\u00e1lia participando do processo e achamos que t\u00ednhamos de ocupar um lugar.\u201d Raquel queria o Brasil na\u00a0<a style=\"color: #000000;\" href=\"https:\/\/www.agenciajovem.org\/wp\/?p=18062\" target=\"_blank\">Youngo\u00a0<\/a>, um movimento juvenil internacional sobre mudan\u00e7a clim\u00e1tica, reconhecido em 2009 no \u00e2mbito da Conven\u00e7\u00e3o do Clima, que re\u00fane movimentos e ONGs de jovens de todo o mundo.<\/p>\n<p>\u201cPriorit\u00e1rio pra gente \u00e9 capacitar e engajar os jovens. Come\u00e7amos o programa no ano passado, com o esfor\u00e7o dos volunt\u00e1rios, e j\u00e1 capacitamos umas 120 pessoas\u201d, explica Raquel. Esse ano, a Engajamundo fechou uma parceria com o WWF e a empreitada se estender\u00e1 por nove capitais brasileiras. \u201cVamos nos multiplicar\u201d, diz Raquel, consciente da import\u00e2ncia de seu trabalho. Seguramente, muitas decis\u00f5es de mitiga\u00e7\u00e3o e de adapta\u00e7\u00e3o aguardam esses jovens no futuro.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.pagina22.com.br\/index.php\/2014\/10\/para-acordar\/#sthash.uWLX5pMY.dpuf\" target=\"_blank\">P\u00e1gina 22<\/a><br \/>\npor KARINA NINNI<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cat\u00e1strofes colocam a quest\u00e3o clim\u00e1tica na pauta da m\u00eddia tradicional, mas mudan\u00e7as de h\u00e1bitos s\u00e3o incentivadas especialmente pelas intera\u00e7\u00f5es nos<span class=\"text-cutoff\">&#8230;<\/span><\/p>\n","protected":false},"author":16295,"featured_media":129717,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[15,4],"tags":[],"class_list":["post-129716","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-impacts","category-featured"],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO Premium plugin v26.9 (Yoast SEO v28.3) - 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