CERRADO LIVRE DE FÓSSEIS

Milhares de pessoas serão impactadas se esses blocos forem leiloados

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Ativistas de diversas organizações manifestam preocupação pelo Cerrado

Como o Cerrado está sendo leiloado?

O petróleo e o gás que existem no subsolo brasileiro não pertencem a nenhuma empresa. Pela Constituição, eles são da União, ou seja, de todos os brasileiros e brasileiras. Para que uma empresa possa procurar e depois tirar esse petróleo do chão, ela precisa ganhar esse direito em um leilão organizado pelo governo federal. Quem organiza esses leilões é a ANP, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

É mais ou menos como alugar um terreno. O dono continua sendo o Estado brasileiro. As empresas pagam para poder entrar, cavar e ver o que encontra.

Antes do leilão, a ANP pega o mapa do Brasil, no mar e em terra firme, e divide as áreas onde pode haver petróleo em pedaços. Cada pedaço se chama bloco. Vários blocos vizinhos formam um setor.

No dia do leilão, empresas como Petrobrás, Shell, Exxon Mobil, Chevron, Eneva, Total, e entre outras já conhecidas por seus grandes prejuízos socioambientais, dizem quais blocos querem e quanto estão dispostas a pagar. Quem oferece mais leva.

E tudo isso acontece em ambientes sofisticados, onde apenas empresas bilionárias podem participar e sem considerar que acima desse subsolo leiloado vive uma imensa biodiversidade, unidades de conservação, rios que abastecem famílias, territórios de povos indígenas e comunidades tradicionais que não estão sendo previamente consultados a respeito.

E é por isso que nós precisamos agir! Juntos, podemos pressionar os responsáveis pelos leilões de combustíveis fósseis, e deixar claro que não aprovamos a continuação desses mecanismos que ignoram o agravamento da crise climática grave que estamos vivendo

Assine esta petição e exija que esses blocos sejam retirados da oferta.

Mapa dos blocos disponíveis para leilão no Cerrado

Confira o mapa das áreas leiloadas

Milhares de pessoas serão impactadas se esses blocos forem leiloados

Um bioma vivo, que não pode virar poço de petróleo

A savana mais biodiversa do mundo já perdeu quase metade da sua vegetação original e hoje é o bioma anualmente mais desmatado do Brasil, à frente até da Amazônia. Mesmo assim, a indústria fóssil quer abrir uma nova fronteira de exploração de gás e petróleo, sobrepondo-se à áreas naturais protegidas e territórios tradicionais, sem consulta aos povos indígenas, povos e comunidades tradicionais e outras comunidades locais.

O Cerrado é o coração das águas do Brasil. É nesse bioma que nascem os rios que abastecem diferentes regiões do país, incluindo boa parte da bacia do São Francisco. Do Cerrado, as águas alimentam importantes sistemas hidrográficos que se estendem para a Amazônia, para o Pantanal, para o Nordeste e para as torneiras de grandes capitais como São Paulo e Brasília. Oito das doze principais bacias hidrográficas do país têm nascentes no bioma. Seus solos e sua vegetação desempenham ainda papel fundamental na infiltração e no armazenamento da água, alimentando rios, nascentes e aquíferos. Perfurar para explorar petróleo e gás em uma área importante como essa, é colocar em risco a segurança hídrica do país.

Assine esta petição e exija que esses blocos sejam retirados da oferta.

Organizações unidas pelo Cerrado

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