Sobre a 350.org

A 350.org está construindo o movimento climático global de base que pode responsabilizar nossos líderes de acordo com a ciência e a justiça.

A 350 usa campanhas online, organização de base e ações públicas em massa para se opor a novos projetos de carvão, petróleo e gás, tirar dinheiro das empresas que estão aquecendo o planeta e criar soluções de energia 100% limpa e livre que funcionem para todos.

Como trabalhamos

Acreditamos em um clima seguro e um futuro melhor — um mundo justo, próspero e igualitário, construído com o poder das pessoas comuns. Eis como conseguiremos isso:

1) Manter o carbono no subsolo

  • Revogar a licença social da indústria dos combustíveis fósseis
  • Travar batalhas emblemáticas contra a infraestrutura dos combustíveis fósseis
  • Combater as narrativas dos governos/indústrias

2) Ajudar a construir uma economia de baixo carbono nova e mais justa

  • Promover o investimento em soluções de sustentabilidade baseadas nas comunidades
  • Apoiar comunidades no enfrentamento dos impactos das mudanças climáticas e na construção de soluções climáticas para uma economia livre de combustíveis fósseis

3) Pressionar governos a limitar as emissões

  • Realizar campanhas locais e nacionais direcionadas a líderes
  • Capitalizar em grandes eventos regionais e internacionais, como negociações climáticas e cúpulas econômicas
Robert Van Waarden / Survival Media
Robert Van Waarden / Survival Media

Princípios

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Princípio #1:

Acreditamos na justiça climática

As mudanças climáticas não são um problema distante, abstrato — elas estão aqui, hoje. Pessoas de todo o mundo estão sentindo os impactos, de nações insulares que lentamente são submersas a terras indígenas exploradas para a extração de combustíveis fósseis. A luta contra as mudanças climáticas é uma luta por justiça.

Isso significa ouvir as comunidades que estão sendo mais atingidas e seguir a liderança daqueles que estão na linha de frente da crise.

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Princípio #2:

Somos mais fortes quando colaboramos

As mudanças climáticas não são apenas uma questão ambiental, ou uma questão de justiça social, ou econômica — são tudo isso ao mesmo tempo. Elas são um dos maiores desafios que a humanidade já enfrentou, e teremos que trabalhar juntos para resolvê-lo.

Isso significa unir as pessoas — não apenas ambientalistas, mas estudantes, empresários, grupos religiosos, sindicatos, universidades e mais — e construir coalizões diversas que sejam fortes o suficiente para pressionar governos e impor resistência à indústria dos combustíveis fósseis.

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Princípio #3:

Mobilizações em massa causam mudanças

Já se tornou óbvio que os líderes mundiais são incapazes de resolver esse problema por conta própria. Precisamos sair às ruas e fazer com que nossas vozes sejam ouvidas — é assim que demonstramos nosso poder como movimento, e é assim que forçamos nossos governos a tomar as decisões certas.

photo: Sara Ravelo

História

A 350.org foi fundada em 2008 por um grupo de amigos universitários nos Estados Unidos, juntamente com o autor Bill McKibben, que escreveu um dos primeiros livros sobre o aquecimento global para o público em geral, com o objetivo de construir um movimento climático global. O nome da 350 vem de 350 partes por milhão, que é a concentração segura de dióxido de carbono na atmosfera.

Nossas primeiras ações foram dias globais de ação que conectaram ativistas e organizações em todo o mundo, incluindo o Dia Internacional de Ação Climática em 2009, o Global Work Party em 2010, Moving Planet em 2011. A 350 rapidamente se tornou uma colaboração mundial de organizadores, grupos comunitários e pessoas comuns lutando pelo futuro.

Hoje, a 350 trabalha em campanhas de base em todo o mundo: da oposição às fábricas de carvão e megadutos até a criação de soluções de energia renovável e corte dos laços financeiros da indústria de combustíveis fósseis. Todo o nosso trabalho aproveita o poder das pessoas para desmantelar a influência e a infraestrutura da indústria de combustíveis fósseis.

Alguns dos nossos momentos mais orgulhosos dos últimos anos incluem campanhas contra a Keystone XL e o Dakota Access nos Estados Unidos, campanhas para parar o fracking em centenas de cidades e estados do Brasil, quando nos juntamos a mobilizações de base históricas antes e depois do acordo climático de Paris e a pressão sobre centenas de Universidades, fundações, cidades e igrejas para alienar combustíveis fósseis.